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Brasil precisa ampliar armazenamento nacional de dados, defende professor

Augusto César Barreto Rocha afirma que centros de dados e cabos de comunicação são estratégicos para a autonomia do país.

Brasil precisa ampliar armazenamento nacional de dados, defende professor

O Brasil precisa construir centros de dados capazes de armazenar, no próprio país, informações estratégicas e sensíveis. A avaliação é de Augusto César Barreto Rocha, professor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e diretor adjunto da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM).

Para Rocha, o país não tem grandes empresas nacionais nem capacidade governamental suficiente para guardar todos os dados relevantes aos negócios brasileiros. Ele também considera que a dependência de grandes empresas de tecnologia pode aumentar a vulnerabilidade, já que os termos de consentimento das plataformas podem ser alterados e dificultar a saída dos usuários.

A disputa pela transmissão de dados inclui cabos instalados no fundo dos oceanos. O tema é abordado nos livros de Katja Bego e Elisabeth Braw, previstos para lançamento no último trimestre do ano e resenhados pelo Financial Times em 26/09/2026. Na Amazônia, cabos passam sob o leito dos rios. Em 2024, um deles foi encontrado por acaso durante operações de dragagem e atrapalhou a navegação.

O professor defende que o controle dos sistemas de armazenamento e comunicação seja nacional. Ele relaciona essa necessidade ao episódio de 2014, quando o WikiLeaks revelou que a NSA monitorou dez telefones ligados à então presidente Dilma e a integrantes do primeiro escalão do governo.

Rocha também critica o abandono parcial de políticas de uso de software livre no governo, citando a Portaria nº 46, de 28/09/2016. Na avaliação dele, a retomada do debate deveria alcançar órgãos militares e governamentais, empresas estratégicas de defesa, instituições financeiras nacionais e o mercado de capitais.

O autor afirma que a soberania também envolve dados, plataformas digitais e relações de trabalho. Ele cita serviços de restaurantes, transporte, atividades profissionais e transações comerciais administrados por plataformas de aplicativos, cujos custos podem ser apropriados por empresas de outros países. Para Rocha, o tema deve ser discutido como uma questão de autonomia nacional.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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