O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) criticou o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a decisão de reintegrar Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF). A determinação foi tomada nesta quarta-feira (9/9).
Nas redes sociais, Caiado afirmou que a atuação de Dino ultrapassou os limites. “Virou imperador do Brasil e implodiu a segurança jurídica”, escreveu. Em outra publicação, o presidenciável também declarou: “Ditadura da Toga, não”.
A decisão de Dino reverteu o afastamento de Andrei Rodrigues determinado na terça-feira (8/9), em caráter liminar, pelo ministro André Mendonça. A medida havia sido acompanhada pelos ministros Luis Fux e Nunes Marques, da 2ª Turma do STF.
Críticas ao Supremo
Em entrevista à rádio Itatiaia, Caiado defendeu o afastamento do ministro Alexandre de Moraes e disse que o país atravessa uma crise entre os Poderes, especialmente no Supremo. Para o candidato, o colegiado deveria se reunir para analisar o afastamento de Moraes.
Caiado também apoiou a decisão de André Mendonça e afirmou que ela permitiria tornar públicos os nomes envolvidos no caso Master. Segundo o presidenciável, o eleitor deveria conhecer as práticas de corrupção e recebimento de propina antes de uma eleição.
Na entrevista, o candidato ainda criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), seus adversários na corrida presidencial. O goiano disse que os dois estariam mais preocupados com questões pessoais do que com os problemas do país.
Ao mencionar Lula, Caiado citou o chefe de gabinete do presidente, Marcola. Sobre Flávio Bolsonaro, afirmou que ele teria recebido uma proposta de repasse de R$ 134 milhões de Vorcaro. O candidato também relacionou os adversários a temas como Vorcaro e o INSS e declarou que ambos estão envolvidos em graves denúncias.



