O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) voltou a criticar Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nesta segunda-feira (28/9), em meio à controvérsia sobre Nossa Senhora Aparecida. Em uma publicação nas redes sociais, Caiado afirmou que as explicações do adversário aumentaram a repercussão do episódio e pediu respeito às diferentes manifestações religiosas e à fé dos brasileiros.
“Quanto mais Flávio tenta se explicar, mais ele se complica. Como sempre”, escreveu Caiado. O candidato também acusou Flávio de atribuir à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) uma suposta conivência com a polêmica.
A manifestação dá continuidade a críticas feitas por Caiado no fim de semana. No domingo (27/9), após participar de uma missa na Paróquia Nossa Senhora Aparecida e Santa Edwiges, em Goiânia, ele defendeu que a disputa eleitoral não fosse transformada em conflito religioso.
Caiado afirmou ser católico praticante e afilhado de Nossa Senhora das Graças. Ao comentar o ambiente da campanha, disse que as divergências políticas não deveriam interferir no direito de cada pessoa escolher e exercer sua religião. “Nós temos que respeitar todas as religiões. Cada um tem o direito da sua escolha”, declarou.
Origem da controvérsia
A discussão começou após publicações nas redes sociais associarem Flávio Bolsonaro a uma proposta para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. O projeto, porém, não tem relação com o candidato do PL. A iniciativa foi apresentada pelo então deputado Victorio Galli em 2007 e arquivada pela Câmara dos Deputados em agosto de 2008.
O tema ganhou força depois de um comentário exibido no programa Em Pauta, da GloboNews, sobre uma suposta mobilização de setores evangélicos. Embora a fala original não atribuísse a iniciativa a Flávio, trechos circularam nas redes relacionando o assunto ao candidato. O canal corrigiu a informação e pediu desculpas.
Flávio negou ter defendido qualquer proposta para mudar a condição de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil.
No sábado (26/9), Caiado já havia se manifestado sobre o assunto sem citar Flávio nominalmente. Na ocasião, afirmou ser católico e devoto de Nossa Senhora das Graças e disse que lhe doía ver alguém querer apagar Nossa Senhora Aparecida da história do Brasil. No domingo, ampliou o discurso e declarou que o clima de hostilidade havia ultrapassado os limites da disputa eleitoral.




