SÃO PAULO — Ronaldo Caiado, candidato à Presidência pelo PSD, afirmou neste domingo (20) que pretende conter as despesas do governo federal sem reduzir programas sociais nem alterar as regras da Previdência. Segundo ele, a medida permitiria levar a taxa básica de juros para perto de 7% ao ano.
Caiado participou de uma caminhada na Avenida Paulista ao lado de Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD e candidato a vice-presidente na chapa, e da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), que disputa uma vaga de deputada estadual. Após o percurso, o candidato falou com jornalistas.
Ao ser questionado sobre os cortes previstos, Caiado rejeitou a possibilidade de que o ajuste recaia sobre aposentados e beneficiários de programas sociais. “Quero reafirmar aqui, equilíbrio fiscal não briga com projetos sociais”, afirmou.
O candidato citou sua administração em Goiás como referência. Ele disse ter recuperado as contas do estado, que recebeu nota B+ na Capag, avaliação do Tesouro Nacional sobre a capacidade de pagamento dos entes, enquanto ampliava investimentos destinados à população mais pobre.
Pelas estimativas de Caiado, a execução de seu plano de governo produziria juros de cerca de 7% e inflação entre 3,5% e 4%. Na quarta-feira (16), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a Selic de 14% para 13,75% ao ano.
Medidas previstas no plano
A principal proposta econômica é uma emenda à Constituição, com validade de 24 meses, para limitar os gastos do governo a no máximo 50% do crescimento do PIB. Caiado também promete eliminar 100% das emendas parlamentares impositivas, revisar incentivos fiscais e auditar, com ferramentas de inteligência artificial, os repasses de programas federais.
O plano prevê ainda corte de 25% sobre todos os Poderes e órgãos ligados ao governo federal. Na área de segurança, o candidato quer criar uma estrutura de combate à corrupção no Ministério da Segurança Pública, com cruzamento de dados da CVM, do Coaf, da Receita Federal e da inteligência da Polícia Federal.
Caiado afirmou que mudanças na idade ou no tempo de contribuição não estão entre as medidas imediatas. Para ele, uma reforma da Previdência teria efeitos em cerca de dez anos, enquanto o país precisa de ações emergenciais.



