Carlos Bolsonaro (PL) declarou R$ 2,95 milhões em despesas contratadas na disputa por uma das 2 vagas ao Senado em Santa Catarina. O valor é o maior entre os principais candidatos, conforme a prestação de contas entregue à Justiça Eleitoral, e foi pago integralmente com recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como fundo eleitoral.
O candidato recebeu R$ 4,3 milhões do PL, em 2 repasses de R$ 2,15 milhões. Até a última prestação parcial, não havia informado doações de pessoas físicas nem uso de recursos próprios.
Comunicação concentra os maiores contratos
A comunicação representa a principal parcela das despesas. Carlos Bolsonaro contratou a Ventura Estúdio por R$ 1 milhão para produzir materiais de rádio, televisão e vídeo. A Forma Consultoria em Marketing recebeu R$ 500 mil, e a Reditus Comunicação, outros R$ 500 mil.
Os responsáveis pelas duas últimas empresas têm experiência em campanhas catarinenses. Fábio Veiga, da Forma, atuou em campanhas do ex-governador Raimundo Colombo. Nelson Santiago, da Reditus, foi secretário de Comunicação do governo estadual.
Também foram declarados R$ 605,4 mil para a produção de adesivos, santinhos e folhetos. A empresa GPS, de Concórdia, recebeu R$ 150 mil para organizar reuniões, passeatas e carreatas pelo Estado.
A contratação foi alvo de críticas de adversários e de correligionários, em razão da trajetória política de Carlos no Rio de Janeiro e da posterior transferência do domicílio eleitoral para Santa Catarina. Esperidião Amin (PP) e Antídio Lunelli (MDB) ironizaram a presença do candidato no Estado. Carlos afirma que Santa Catarina “sempre” foi sua casa e que teria “renascido” politicamente no Estado.
Pesquisas mostram disputa entre candidatos
Apesar do volume de despesas, Carlos aparece em posições diferentes nos levantamentos de intenção de voto. Pesquisa divulgada em 17 de setembro pelo Real Time Big Data registrou Carol de Toni (PL) com 24%, enquanto Esperidião Amin e Carlos Bolsonaro tiveram 20% cada, dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais.
Em levantamento Rumo divulgado posteriormente, Carlos marcou 15%, atrás de Amin e Carol de Toni. A pesquisa ouviu 2.100 eleitores entre 18 e 20 de setembro e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número SC-05523/2026.
No ambiente digital, o maior investimento em impulsionamento entre os principais candidatos foi atribuído a Caroline de Toni, com R$ 797,8 mil. Antídio Lunelli, Décio Lima (PT), Esperidião Amin e Carlos Bolsonaro apareceram na sequência, com Carlos registrando R$ 151,3 mil.
A prestação de contas é parcial e pode ser alterada até a entrega final dos dados eleitorais. Os valores representam os gastos declarados na última atualização disponível.



