Carlos Bolsonaro, do PL, publicou uma cobrança dirigida ao irmão, Flávio Bolsonaro, senador e candidato à Presidência. A manifestação expressou insatisfação com a postura adotada na campanha e defendeu maior proximidade com Jair Bolsonaro.
Na avaliação de Carlos, o desempenho eleitoral de Flávio se deve principalmente à força política do pai, à rejeição ao que classificou como “covardia” e a ações de setores do Judiciário, além da oposição ao governo do presidente Lula.
A publicação também foi interpretada como uma crítica a Daniella Marques, que passou a ocupar espaço na campanha de Flávio como uma de suas principais conselheiras na área econômica. Ela foi presidente da Caixa Econômica Federal e integrou a equipe do ministro Paulo Guedes.
A presença da economista gerou incômodo entre integrantes da ala mais radical do bolsonarismo. Esse grupo a vê como representante do mercado financeiro e de uma agenda liberal considerada incompatível com parte das bandeiras defendidas pelo movimento.
Pessoas próximas a Carlos afirmaram que a mensagem buscou alertar Flávio sobre os efeitos de se afastar da base política do pai. “Qualquer um de seu entorno que tente levá-lo para qualquer outra linha de raciocínio o afasta de sua base e o torna refém pós-eleitoral como o sistema deseja.”, disse Carlos.




