FLORIANÓPOLIS — A Carteira de Identidade Nacional (CIN) passará a ser necessária para quem não tiver biometria cadastrada em uma das bases aceitas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a partir de 2027. A exigência vale para concessão, manutenção e renovação de benefícios previdenciários e assistenciais.
Até 31 de dezembro de 2026, o cadastro biométrico poderá ser feito com a emissão da CIN, da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou do título de eleitor. A partir de 1º de janeiro de 2027, quem não tiver uma biometria válida nesses registros precisará emitir a CIN. Em 1º de janeiro de 2028, a identidade nacional se tornará a única base biométrica aceita para movimentações relacionadas aos benefícios.
“Você pode coletar a biometria ao fazer a CIN, CNH ou título de eleitor”, explicou Lívia Queiroz, diretora de Cidadania Digital da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Piauí. Segundo ela, a escolha da carteira de identidade está relacionada à possibilidade de reunir outros documentos e facilitar a identificação do cidadão.
Como solicitar a CIN
O pedido pode ser iniciado pelo celular, mas a emissão exige atendimento presencial em um posto da Polícia Científica. O solicitante deve apresentar a certidão de nascimento ou de casamento, em formato físico ou digital. Se houver dúvida sobre a autenticidade do documento, o órgão emissor poderá pedir uma certidão emitida nos últimos seis meses ou outro documento de identificação civil. A primeira via é gratuita.
No atendimento presencial, são conferidos os documentos, coletados a biometria e a assinatura e feita a fotografia oficial. Em Florianópolis, há postos no Aeroporto Internacional de Florianópolis, no Top Tower, na Rua Esteves Júnior, 50, no Norte da Ilha, na Rua José Rosa, 408, e na Câmara de Vereadores, na Rua Anita Garibaldi, 35.
Após a emissão da versão física, a identidade também pode ser acessada digitalmente pelo aplicativo Gov.br. O documento usa o CPF como número único, pode reunir dados de outros registros e inclui um QR Code para verificar sua autenticidade e identificar se houve furto ou extravio.
A CIN também apresenta informações do cidadão, impressão digital e opção pela doação de órgãos. Por conter o código internacional MRZ, pode ser usada como documento de viagem nos países do Mercosul.



