Florianópolis, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Florianópolis 15°C 15° / 17° Mega-Sena 3064: 4 · 10 · 20 · 25 · 27 · 48
A escola, a ciência e o futuro
Brasil

Delação aponta transferências para fundo ligado a aliado de Eduardo Bolsonaro

Antônio Carlos Freixo Júnior entregou extratos sobre pagamentos que, segundo ele, foram ordenados por Daniel Vorcaro para financiar filme sobre Jair Bolsonaro.

Delator de Vorcaro entrega provas de repasses a fundo ligado a Eduardo
Foto: Reprodução/Saul Loeb/AFP

Antônio Carlos Freixo Júnior entregou à Procuradoria-Geral da República (PGR) extratos bancários e comprovantes de transferências para o fundo Havengate, sediado no Texas e administrado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro. Segundo o empresário, os pagamentos foram ordenados pelo banqueiro Daniel Vorcaro e teriam como finalidade financiar um filme sobre Jair Bolsonaro.

O colaborador afirmou que os recursos foram enviados ao fundo nos Estados Unidos, mas declarou não saber qual foi a destinação final do dinheiro. Ele também descreveu aos investigadores uma operação para viabilizar as transferências ao exterior, que, conforme o relato, poderia ser caracterizada como evasão de divisas.

Valores e investigação

De acordo com as informações apresentadas na delação, o pedido para financiar a produção teria partido do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. Ele teria solicitado US$ 24 milhões a Vorcaro para custear um filme sobre a trajetória do pai.

Mensagens e comprovantes encontrados no celular do banqueiro registraram pagamentos de pelo menos US$ 10 milhões ao Havengate. O montante correspondia, na época, a cerca de R$ 61 milhões.

Freixo Júnior firmou acordo de delação premiada com a PGR e se comprometeu a pagar cerca de R$ 2 bilhões em multa. No depoimento, relatou operações financeiras ilícitas que, segundo ele, foram realizadas a pedido de Vorcaro. As investigações o apontam como um dos operadores financeiros ligados ao banqueiro.

O acordo de colaboração foi encaminhado ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), há cerca de 15 dias. Ainda não houve homologação. Esse procedimento é necessário para conferir validade jurídica ao acordo e permitir que ele seja usado como meio de prova.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.