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Greve na Caixa paralisa contratos e ameaça interromper obras em Goiás

Paralisação chega ao 13º dia, afeta análises e pagamentos e pode levar construtoras a suspender obras financiadas pelo banco.

Greve na Caixa paralisa contratos e ameaça interromper obras em Goiás

A greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal chegou ao 13º dia nesta quarta-feira (23) e interrompe serviços relacionados à construção civil em todo o país. Novos contratos estão paralisados, enquanto medições, análises e pagamentos de empreendimentos já contratados sofrem atrasos.

Em Goiás e no Distrito Federal, 60 mil unidades têm contratos em vigência, conforme dado consolidado pela Caixa. João Victor Ribeiro, presidente da Federação Nacional das Pequenas Construtoras (Fenapc), afirma que os empreendimentos que dependem de recursos do banco serão afetados. “Está absolutamente tudo parado”, disse.

A Fenapc estima que 3 mil contratos deixem de ser analisados por dia. A entidade reúne mais de 2 mil empresas por meio de 22 associações e informou, em nota divulgada na terça-feira (22), que a paralisação provoca atrasos em análises, medições, processos de conformidade, repasses e assinaturas de contratos.

Risco de interrupção das obras

Segundo Ribeiro, construtoras orientaram a suspensão, a partir de sexta-feira (25), de todas as obras que utilizam recursos da Caixa. A decisão foi relatada após reunião com o Sinduscon, o Sindicato da Indústria da Construção no Estado de Goiás.

O setor costuma enviar ao banco as medições mensais até o dia 10, para que os pagamentos sejam feitos até dia 25. Com a greve, empresas enfrentam dificuldades para manter o fluxo de caixa e honrar compromissos do mês seguinte. Entre os empreendimentos afetados estão obras financiadas pelo Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), voltado à construção de moradias populares e obras de infraestrutura para famílias de baixa renda.

A contratação de novos projetos também está suspensa. Para a Fenapc, mesmo em uma hipótese de encerramento da greve nesta semana, seria necessário um mês para regularizar a demanda acumulada.

A paralisação nacional continua por tempo indeterminado. Na última assembleia, os bancários rejeitaram, por 59,3% dos votos, a proposta mais recente de acordo coletivo apresentada pela Caixa.

O plano de saúde dos funcionários é o principal motivo da continuidade do movimento. A proposta do banco prevê elevar de 6,5% para 9% o teto de participação sobre a folha de pagamento no custeio do Saúde Caixa a partir de 2027. Segundo a estatal, não haverá reajuste nas mensalidades em 2026, e a Caixa assumirá o déficit do plano.

A proposta também estabelece contribuição de 3,7% da remuneração-base para o titular e mensalidade de R$ 560 para dependente direto a partir de 2027. Para dependentes indiretos, os valores previstos são de R$ 660 para filhos de 21 a 24 anos e de R$ 900 para filhos de 24 a 27 anos e pais ou mães remanescentes. Os empregados, porém, consideram que o custo do plano pode eliminar o reajuste real dos salários.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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