O economista Luan Monteiro, candidato do PCO ao governo do Rio, defende o fim da Polícia Militar, a descriminalização de todas as drogas e o direito ao armamento da população. As propostas foram apresentadas em uma entrevista realizada na Praça Seca, bairro onde ele viveu a maior parte da vida.
Monteiro afirma que, com o fim da PM, seria criada uma estrutura de segurança de bairro. Para ele, o armamento dos trabalhadores permitiria que a população se protegesse das facções e das milícias. “O tráfico cede à pressão ou entra em guerra”, declarou ao responder se a medida poderia fortalecer o domínio do crime.
Questionado sobre a possibilidade de uma guerra civil, o candidato disse que talvez isso não ocorresse porque muitas pessoas envolvidas com o tráfico teriam ligação com as próprias regiões onde atuam. Ele também citou a proposta de organizações locais, comparando-a às milícias bolivarianas da Venezuela.
Universidade, cultura e futebol
O candidato também foi alvo de protestos na UFRJ por sua posição contrária às cotas trans. Monteiro afirmou ser favorável ao livre ingresso nas universidades e disse que, para democratizar o acesso ao ensino superior, o critério deveria ser apenas social. Segundo ele, as cotas voltadas a um grupo que representa menos de 1% da população não resolveriam o problema do acesso.
Na entrevista, Monteiro defendeu mais incentivo ao carnaval e ao futebol. Ele é presidente de uma ala da Unidos do Jacarezinho e afirmou ser contrário às Sociedades Anônimas do Futebol, mesmo reconhecendo que o modelo teria ajudado um pouco o Botafogo.
O candidato também manteve sua defesa de Neymar como jogador. Disse que gosta dele em campo e espera que o atleta ajude o Brasil a conquistar o hexa, embora não saiba se haverá tempo. Para Monteiro, os ídolos esportivos não precisam ser de esquerda para terem importância.
Entrevista interrompida
Durante a conversa na Praça Seca, uma mulher discordou das declarações sobre segurança pública. Ela perguntou o número de urna de Monteiro para dizer que não votaria nele.
Ao comentar a participação nas eleições, o candidato afirmou que o PCO não pretende fazer um milhão de promessas. Segundo Monteiro, a campanha deve servir para mostrar que muitas conquistas dos trabalhadores são obtidas nas ruas.
Morador do Engenho Novo, o economista também falou sobre cinema, música e gastronomia. Disse gostar do influencer Mohamad Hindi, que participou do MasterChef, e resumiu sua posição política com a frase: “Se a classe operária tudo produz, a ela tudo pertence.”



