Florianópolis, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Florianópolis 15°C 15° / 17° Mega-Sena 3064: 4 · 10 · 20 · 25 · 27 · 48
A escola, a ciência e o futuro
Brasil

Operação Ícarus prende oito suspeitos por esquema de drogas entre São Paulo e Rio

Ação do MPRJ e da Polícia Civil cumpre mandados em quatro estados e investiga movimentações financeiras de R$ 70 milhões.

Operação Ícarus prende oito suspeitos por esquema de drogas entre São Paulo e Rio

A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro deflagraram, nesta terça-feira, a Operação Ícarus contra um esquema de fornecimento de drogas do Comando Vermelho de São Paulo para o Rio de Janeiro. A estrutura teria movimentado R$ 70 milhões.

Até o momento, oito suspeitos foram presos. A operação cumpre 15 mandados de prisão e ordens de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Alagoas.

O principal alvo é Laércio Isidoro do Nascimento Júnior, conhecido como Boss. Apontado como um dos chefes da facção, ele foi localizado em Maceió (AL). Segundo as investigações, Boss atuava como fornecedor de entorpecentes e articulador da estrutura responsável por negociar cargas, organizar fretes e pagamentos, coordenar operadores logísticos e movimentar dinheiro por meio de laranjas.

Investigação e denúncias

A apuração começou depois que investigadores apreenderam anotações de Marcos Antônio Pereira Firmino da Silva, o My Thor, apontado como um dos chefes do Comando Vermelho. Mesmo preso no Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná, ele continuaria atuando na organização. Os registros indicavam pagamentos feitos por My Thor a Boss.

Quinze integrantes da quadrilha foram denunciados pelo Ministério Público. Entre eles estão os policiais militares Claudio Tavares da Silveira e Diego Portella Batista, acusados de prestar apoio armado, participar da distribuição de drogas e recolher valores. Os dois estão presos.

Também foram denunciados Petterson Suzuki Marques Trindade, conhecido como Pet; Rafael de Menezes Faustino, o Alemão; Renato Ivo de Oliveira; e Felipe Santos de Oliveira. Conforme a investigação, eles seriam responsáveis por atividades de logística, transporte e cobrança.

Um policial civil também é investigado. Segundo Alexandre Capote, da Corregedoria-Geral da Polícia Civil, o agente teria atuado no núcleo financeiro do grupo. Ele já estava afastado das funções por ser alvo de outra investigação da corregedoria.

“O policial civil tinha um papel muito importante no núcleo financeiro desse grupo criminoso”, afirmou Capote. De acordo com o promotor Décio Alonso, do Ministério Público do Rio de Janeiro, o policial também faria contato com fornecedores e articularia o tráfico de drogas, inclusive com pessoas do Norte do país.

Apreensões e movimentações financeiras

Durante a prisão de Boss, os agentes encontraram tênis da Prada e da Dolce & Gabbana, óculos da Louis Vuitton, relógios e roupas de grife. Ainda não foi confirmado se os produtos são originais.

A investigação relaciona duas apreensões de drogas ao grupo. Em 2 de fevereiro de 2024, foram apreendidos 715,7 quilos de cocaína e maconha em Guarulhos (SP). Em 31 de maio do mesmo ano, policiais encontraram 73,8 quilos de cocaína em Seropédica, na Baixada Fluminense. Para os investigadores, as cargas faziam parte da mesma dinâmica de transporte entre São Paulo e Rio de Janeiro.

Também foram identificadas empresas dos setores de transporte e logística que teriam sido usadas para ocultar e viabilizar o envio dos entorpecentes. Operações financeiras envolvendo investigados e pessoas jurídicas alcançaram R$ 70.497.597 em curto período e são analisadas como possível mecanismo de ocultação e dissimulação de valores.

A operação também busca apreender aparelhos eletrônicos, documentos, valores, veículos e outros elementos que possam contribuir para o avanço das investigações. A ação é coordenada pelo Serviço de Investigações Complexas da Corregedoria-Geral e pela Subsecretaria de Inteligência da Polícia Civil do Rio, com apoio de órgãos policiais do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Alagoas.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.