Florianópolis, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Florianópolis 15°C 15° / 17° Mega-Sena 3064: 4 · 10 · 20 · 25 · 27 · 48
A escola, a ciência e o futuro
Brasil

Perito ligado a filme sobre Bolsonaro atua para previdência que investiu no Master

Empresa de Anísio Costa Castelo Branco tem contrato de R$ 728,5 mil com o instituto previdenciário de Cajamar.

Perito de Dark Horse tem contrato de R$ 728 mil com previdência exposta ao Banco Master
Foto: Reprodução

A empresa comandada pelo perito Anísio Costa Castelo Branco mantém, desde janeiro de 2026, um contrato de R$ 728,5 mil com o Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar (IPSSC). O órgão aplicou R$ 87 milhões em títulos emitidos pelo Banco Master, instituição ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro.

O acordo foi firmado por inexigibilidade de licitação. Do valor total, R$ 692,7 mil são destinados a uma perícia investigativa defensiva sobre os investimentos realizados pelo instituto no banco. O serviço é executado pelo IPI – Instituto de Perícia Investigativa, dirigido por Anísio.

O contrato inclui a análise das demonstrações contábeis do Banco Master, o acompanhamento de procedimentos administrativos no Banco Central e o exame de documentos elaborados pela KPMG e pela Fitch Ratings. Também estão no escopo a atuação do Banco Central, da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Ministério da Previdência.

Atuação em Cajamar

Em 7 de maio, o IPSSC indicou Anísio como assistente técnico em uma ação judicial que trata dos R$ 87 milhões aplicados no banco. Em 11 de junho, ele foi contratado para fazer a perícia sobre as contas de Dark Horse, filme da Go Up Entertainment sobre Jair Bolsonaro (PL).

O perito afirmou que o trabalho para o instituto ainda está em andamento e não definiu responsabilidades. A análise pode produzir laudos, pareceres e notas técnicas para apoiar pedidos de recuperação dos recursos, indenizações e eventual responsabilização de agentes envolvidos. O IPI também presta assistência técnica aos advogados do IPSSC em ações e procedimentos relacionados aos investimentos.

Os aportes de Cajamar ocorreram em três operações: R$ 35 milhões em outubro de 2023, R$ 25 milhões em dezembro daquele ano e R$ 27 milhões em março de 2024. De acordo com o Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo, o total correspondia a mais de 15% da carteira do regime próprio de previdência do município.

O órgão apresentou representação ao Tribunal de Contas do Estado para questionar as aplicações. Em levantamento posterior, identificou R$ 238,15 milhões investidos por fundos previdenciários municipais paulistas em ativos relacionados ao Banco Master. Cajamar tinha um dos maiores valores, atrás de São Roque, com R$ 93,15 milhões.

Perícia sobre Dark Horse

Uma ação popular também questiona as aplicações do IPSSC. O processo envolve o instituto, o Banco Master, Daniel Vorcaro, antigos dirigentes da previdência municipal, uma consultoria e o então prefeito de Cajamar, Danilo Joan. Em abril, a Justiça determinou a realização de uma perícia contábil e atuarial para avaliar as operações.

A investigação deve examinar a situação financeira do banco no período dos aportes, as análises de risco feitas antes das decisões, os responsáveis pelas aplicações e possíveis efeitos sobre o patrimônio previdenciário.

O financiamento de Dark Horse passou a ser analisado em investigações relacionadas a Daniel Vorcaro. Anísio foi contratado pelo escritório HSLaw, de Ricardo Hasson Sayeg, para examinar as contas da produção. Ele declarou que o escritório conhecia sua atuação anterior no caso de Cajamar e que as duas contratações foram submetidas ao compliance do IPI. Segundo o perito, a avaliação interna não apontou conflito de interesses.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.