MANAUS — O rebanho bovino do Amazonas cresceu em 2025, enquanto a produção de algumas espécies de pescado recuou. O estado passou de 2.609.796 para 2.686.769 cabeças de gado, conforme a Pesquisa da Pecuária Municipal 2025, divulgada pelo IBGE nesta quarta-feira (30). No Brasil, o rebanho caiu de 238,2 milhões para 234,3 milhões de cabeças.
Lábrea lidera a criação bovina no Amazonas, com 738.930 animais. Na sequência aparecem Boca do Acre (479.795), Apuí (312.226), Manicoré (199.939) e Novo Aripuanã (107.663). Entre esses municípios, apenas Boca do Acre teve redução, passando de 488.474 cabeças em 2024 para o número registrado em 2025.
Também houve crescimento nos rebanhos de suínos e galináceos. O número de suínos subiu de 82.009 para 90.257. Envira tem o maior efetivo, com 8.548 animais, seguida por Eirunepé (6.345), Apuí (5.700), Rio Preto da Eva (4.925) e Boca do Acre (4.890).
Os galináceos passaram de 5.473.387 para 5.867.531. Manaus concentra 2.403.710 animais, seguida por Manacapuru (921.993), Iranduba (661.337) e Rio Preto da Eva (291.694).
Leite, ovos e mel
A produção de leite aumentou de 58,601 milhões para 72,906 milhões de litros. Manicoré foi o maior produtor, com 12,5 milhões de litros, seguido por Boca do Acre (12,46 milhões), Autazes (10 milhões), Careiro da Várzea (8,5 milhões) e Apuí (6,92 milhões). As vacas ordenhadas passaram de 95.330 para 100.503, com Careiro da Várzea na liderança, com 15 mil animais.
A produção de ovos de galinha subiu de 72,631 milhões para 85,349 milhões de dúzias. Manaus respondeu por 42,171 milhões, Manacapuru por 12,627 milhões, Iranduba por 8,597 milhões e Rio Preto da Eva por 4,816 milhões. Os ovos de codorna avançaram de 635 mil para 1,038 milhão de dúzias. Já o mel de abelha caiu de 67.267 quilos para 62.069 quilos; Boa Vista do Ramos foi o maior produtor, com 13.491 quilos.
Na piscicultura, o Amazonas é o segundo maior produtor de matrinxã do país, com 1.428.470 quilos, atrás de Mato Grosso, com 1.468.385 quilos. A produção de tambaqui recuou de 8.134.192 para 7.634.730 quilos. O estado ocupa a sexta posição nacional nessa criação.
O pirarucu em cativeiro também teve queda, de 207.202 para 123.380 quilos. Rondônia lidera a produção, com 726.984 quilos, seguida por Pará (271.710) e Mato Grosso (234.100).



