Florianópolis, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Florianópolis 15°C 15° / 17° Mega-Sena 3064: 4 · 10 · 20 · 25 · 27 · 48
A escola, a ciência e o futuro
Brasil

Famílias seguem sem respostas sobre voo que sumiu entre São Paulo e Blumenau

Adolfo Zanichelli e Félix Probst desapareceram em 1980; buscas oficiais e particulares não localizaram a aeronave nem seus ocupantes.

Famílias seguem sem respostas sobre voo que sumiu entre São Paulo e Blumenau

O último contato do bimotor Piper Comanche de prefixo BXJ com uma torre de controle ocorreu por volta das 17h30min, no aeroporto de Navegantes. Naquele momento, a aeronave provavelmente estava entre o Paraná e Santa Catarina, em um dia de bastante nebulosidade. Depois disso, não houve mais informações sobre o avião, o empresário Adolfo Zanichelli e o piloto Félix Probst, ambos de Blumenau.

Uma viagem sem chegada

Na manhã de 1º de fevereiro de 1980, Zanichelli foi a Campinas (SP) para comprar insumos. O retorno para Blumenau começou por volta das 16h, após o avião passar por manutenção preventiva em Sorocaba (SP). O destino era o Aeroporto Quero-Quero.

Antes da decolagem, Félix Probst telefonou para a esposa e pediu que ela o encontrasse no aeroporto às 18h. O horário passou, mas o voo não chegou. A aeronave transportava o empresário, proprietário da Avicultura Coravi, empresa que mantinha lojas e unidades em cidades do Vale do Itajaí.

Buscas sem vestígios

O Ministério da Aeronáutica mobilizou equipes para procurar o avião. Uma das áreas verificadas foi a Serra do Manso, na região de Jaraguá do Sul e Corupá, depois que um homem disse ter visto uma aeronave voando baixo.

As buscas duraram três meses e não encontraram o Piper Comanche, os ocupantes ou qualquer destroço. Um pescador também relatou ter visto um avião cair no mar, em Navegantes, no mesmo dia do desaparecimento, mas a informação não resultou em indícios.

A família realizou buscas particulares durante dois anos. Décadas depois, ainda não havia respostas sobre o caso. Recortes da época registram a procura pelo avião e a participação de equipes de resgate em sobrevoos.

Em 2006, Douglas Zanichelli, filho do empresário, afirmou: “Não tenho dúvidas de que ele está morto.” Ele também disse que o pai tinha 39 anos, estava no auge profissional e não teria motivos para abandonar a empresa, que contava com cerca de 180 funcionários e fechou no início da década de 1980.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.