O último contato do bimotor Piper Comanche de prefixo BXJ com uma torre de controle ocorreu por volta das 17h30min, no aeroporto de Navegantes. Naquele momento, a aeronave provavelmente estava entre o Paraná e Santa Catarina, em um dia de bastante nebulosidade. Depois disso, não houve mais informações sobre o avião, o empresário Adolfo Zanichelli e o piloto Félix Probst, ambos de Blumenau.
Uma viagem sem chegada
Na manhã de 1º de fevereiro de 1980, Zanichelli foi a Campinas (SP) para comprar insumos. O retorno para Blumenau começou por volta das 16h, após o avião passar por manutenção preventiva em Sorocaba (SP). O destino era o Aeroporto Quero-Quero.
Antes da decolagem, Félix Probst telefonou para a esposa e pediu que ela o encontrasse no aeroporto às 18h. O horário passou, mas o voo não chegou. A aeronave transportava o empresário, proprietário da Avicultura Coravi, empresa que mantinha lojas e unidades em cidades do Vale do Itajaí.
Buscas sem vestígios
O Ministério da Aeronáutica mobilizou equipes para procurar o avião. Uma das áreas verificadas foi a Serra do Manso, na região de Jaraguá do Sul e Corupá, depois que um homem disse ter visto uma aeronave voando baixo.
As buscas duraram três meses e não encontraram o Piper Comanche, os ocupantes ou qualquer destroço. Um pescador também relatou ter visto um avião cair no mar, em Navegantes, no mesmo dia do desaparecimento, mas a informação não resultou em indícios.
A família realizou buscas particulares durante dois anos. Décadas depois, ainda não havia respostas sobre o caso. Recortes da época registram a procura pelo avião e a participação de equipes de resgate em sobrevoos.
Em 2006, Douglas Zanichelli, filho do empresário, afirmou: “Não tenho dúvidas de que ele está morto.” Ele também disse que o pai tinha 39 anos, estava no auge profissional e não teria motivos para abandonar a empresa, que contava com cerca de 180 funcionários e fechou no início da década de 1980.



