HAMI — O registro fóssil de ovos e embriões de pterossauros é muito mais raro do que o de animais adultos. Uma coleção preservada em seu volume original agora está reunida em um museu instalado em um geoparque nacional de Hami, na província de Xinjiang, no noroeste da China.
Os fósseis ajudam a observar etapas do desenvolvimento dos répteis voadores antes da eclosão. Entre as evidências está a formação dos ossos das asas ainda dentro do ovo. A capacidade de voo dos filhotes nesse estágio, porém, continua em investigação.
O complexo ocupa 4,6 mil metros quadrados. Seu projeto também faz referência aos animais expostos: seis salas ovais foram organizadas em níveis e, quando observadas de cima, formam o desenho de uma grande ninhada.
Uma janela para a vida antes do nascimento
A coleção reúne, pela primeira vez no mesmo local, os únicos ovos e embriões fossilizados de pterossauros conhecidos que mantiveram sua forma tridimensional original. O material amplia o que pode ser analisado sobre esses animais, já que seus ossos finos e frágeis, adaptados ao voo, raramente resistiam à fossilização.
Por causa dessa fragilidade, os fósseis conhecidos estão concentrados em poucos sítios geológicos com condições excepcionalmente favoráveis. Em outras áreas, restaram somente ossos isolados ou fragmentos. O novo conjunto permite examinar não apenas exemplares adultos, mas também o desenvolvimento dos pterossauros antes do nascimento.
Esses animais viveram entre cerca de 228 milhões e 66 milhões de anos atrás e foram os primeiros vertebrados conhecidos a desenvolver voo ativo. Embora tenham convivido com os dinossauros, pertenciam a outro grupo de répteis. A linhagem permaneceu nos céus por mais de 160 milhões de anos e desapareceu há 66 milhões de anos, durante a extinção em massa que também eliminou os dinossauros não avianos.



