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Neve acumulada nos Andes de Coquimbo amplia reserva hídrica da região

Cobertura registrada em agosto superou a mediana histórica, enquanto o degelo deve elevar o fluxo dos rios nos próximos meses.

Neve acumulada nos Andes de Coquimbo amplia reserva hídrica da região
Foto: CEAZA/Divulgação

COQUIMBO, CHILE — A quantidade de água armazenada na neve dos Andes de Coquimbo aumentou após um período de precipitação abundante em julho e um acúmulo recorde de neve em agosto. O CEAZA estima cerca de 350mm de água equivalente nos rios Elqui e Limarí e aproximadamente 200mm no Choapa, os três principais rios da região.

A neve acumulada deve derreter durante o período de degelo e se transformar em água líquida, contribuindo para o fluxo dos rios. Relatório do Centro de Estudos Avançados em Zonas Áridas indica que a precipitação e a neve observadas devem resultar, nos próximos meses e até o próximo ano, em volumes de água nos rios mais altos do que os registrados há mais de uma década.

Como a reserva é calculada

A área coberta por neve não mostra sozinha a quantidade de água armazenada. O indicador considera apenas o acúmulo na superfície e não inclui a altura nem a densidade da neve. Por isso, o CEAZA usa o conceito de água equivalente, que relaciona a neve à quantidade de água contida nela.

Na estação meteorológica de Tascadero, em Limarí, havia 154 cm de neve, correspondentes a 466 milímetros de água. A relação varia conforme a compactação: 1 metro de neve pode representar 100 milímetros de equivalente em água ou mais de 500 milímetros quando está muito compactada.

As estimativas têm grande incerteza porque há poucos sensores instalados nos Andes para medir esse parâmetro. O monitoramento reúne estações meteorológicas em três províncias, equipamentos de medição em solo e imagens dos satélites MODIS.

Cobertura acima da média histórica

Em agosto, a mediana mensal da cobertura de neve passou de 10.000 km². Entre 2002 e 2025, a mediana histórica para o mês foi de 5.000 km², conforme dados analisados pelo CEAZA.

No final de agosto, o nível de água nos reservatórios da região estava entre 10% e 56% da capacidade. Para Cristian Orrego, coordenador da Área Meteorológica do CEAZA, o fluxo dos rios pode ser semelhante ao de 2016 ou ligeiramente inferior ao de 2002, anos com grande quantidade de neve na cordilheira.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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