JATAÍ — Uma coruja-buraqueira de plumagem branca foi fotografada em uma área rural de Jataí, no sudoeste de Goiás. O registro foi feito pelo engenheiro agrônomo Douglas Borges e chamou a atenção pela coloração incomum da ave.
O biólogo Edson Abrão explicou que o animal não é albino. Segundo ele, a ave apresenta uma variação na cor das penas. O albinismo está relacionado à ausência total de produção de melanina, enquanto a coruja fotografada tem uma alteração restrita à plumagem. Na espécie, o padrão mais comum é formado por penas em tons castanhos.
A coruja-buraqueira também se diferencia de muitas outras espécies por ser ativa durante o dia. Embora grande parte das corujas tenha hábitos principalmente noturnos, esse animal pode ser observado com frequência em atividade no período diurno.
Abrigos e alimentação
Para se proteger e cuidar dos filhotes, a espécie costuma usar tocas abandonadas por tatus e cupinzeiros. Também pode escavar o próprio abrigo no solo, usando o bico e as garras adaptados para essa atividade.
A coruja-buraqueira é carnívora e tem roedores entre suas principais presas. De acordo com Edson Abrão, esses animais fornecem proteínas e gorduras importantes para a manutenção do metabolismo da ave.
A espécie é encontrada em áreas secas e pedregosas, como a região de Jataí onde o registro foi feito. O habitat também é compartilhado com serpentes, especialmente cascavéis.
Defesa dos filhotes
Quando percebem uma ameaça perto da toca, os filhotes emitem um chiado semelhante ao som produzido pelo chocalho da cascavel. O comportamento funciona como mecanismo de defesa para afastar predadores que tentam entrar no abrigo.



