GOIÁS — A família de um bebê de 29 dias autorizou a doação dos rins após a confirmação da morte encefálica. Conforme a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES), ele é o doador mais jovem já registrado no estado.
A captação ocorreu na quinta-feira (17), depois da conclusão dos protocolos clínicos e legais e da autorização familiar. A SES não informou para qual local o órgão foi levado, mas disse que o receptor está em outro estado.
O transporte foi feito em um voo comercial da GOL, com saída do Aeroporto Internacional de Goiânia Santa Genoveva. A administração do aeroporto informou que o embarque e o deslocamento foram acompanhados por profissionais da área.
Doação em recém-nascidos
A Gerência Estadual de Transplantes da SES considera rara a doação de órgãos de recém-nascidos e crianças. Entre os fatores estão a baixa ocorrência de casos elegíveis para captação e os critérios específicos de compatibilidade entre doador e receptor.
A autorização da família é exigida pela legislação brasileira. Katiuscia Christiane Freitas, gerente estadual de transplantes da SES, destacou a importância da informação e do diálogo familiar sobre a doação.
Dados da Central Estadual de Transplantes mostram que 66% das famílias entrevistadas em Goiás não autorizam a doação de órgãos após a morte.
Transporte aéreo
De janeiro a agosto desse ano, 123 órgãos e tecidos destinados a transplantes foram transportados por via aérea para diferentes destinos, segundo a Gerência de Transplantes da SES. A operação pode ser realizada em voos comerciais ou em aeronaves mobilizadas especificamente, incluindo equipamentos da Força Aérea Brasileira (FAB), do Corpo de Bombeiros e do Serviço Aéreo do Estado de Goiás (SAEG).
Aeronaves que levam órgãos e tecidos têm prioridade para pousos e decolagens. A medida busca agilizar o transporte, que depende do tempo de isquemia, período entre a retirada do órgão e o implante no receptor.
Segundo o Ministério da Saúde, o prazo máximo é de quatro horas para o coração, 12 horas para o fígado e 36 horas para o rim.



