SÃO PAULO — O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) afirmou que o reajuste de 15% do Bolsa Família deveria ter sido maior e concedido no início do ano. Durante agenda no Ceagesp, na zona oeste de São Paulo, ele defendeu um aumento de “30% ou mais” e criticou o momento escolhido para o anúncio.
O decreto foi assinado pelo presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na quinta-feira (17). A medida considera a inflação calculada pelo INPC entre março de 2023 e agosto de 2026. Com a mudança, o pagamento mínimo às famílias passará de R$ 600 para R$ 691 a partir de 1º de outubro.
Crítica ao anúncio e proposta para beneficiários
Cury disse que não encerraria o Bolsa Família, que classificou como um projeto importante. Para ele, o anúncio próximo ao período eleitoral indicaria uso do programa para conquistar votos. “Nós não podemos usar as dores das pessoas para ganhar voto”, declarou.
O candidato também afirmou que pretende manter o benefício para quem conseguir emprego com carteira de trabalho assinada ou se formalizar como microempreendedor individual. De acordo com a proposta apresentada por ele ao TSE, essas pessoas continuariam recebendo o pagamento durante um período de adaptação. “Você será premiado se abrir uma MEI e se também assinar sua carteira”, disse.
As regras atuais já permitem que famílias que passam a ter renda formal continuem recebendo metade do benefício por um período determinado. Para isso, a renda por pessoa não pode ultrapassar meio salário mínimo. Cury não detalhou como sua proposta se diferenciaria desse mecanismo.
O candidato ainda reafirmou que dividiria o BNDES na primeira semana de governo. A ideia, segundo ele, seria direcionar metade dos recursos para micro e pequenas empresas, com juros de 4% a 6% ao ano. Ele afirmou que a medida ajudaria beneficiários do Bolsa Família, moradores de comunidades e alunos de escolas públicas a abrir os próprios negócios.



