MANAUS — Uma avaliação preliminar da equipe de engenharia do Governo do Amazonas deve orientar os próximos estudos sobre a Cidade Universitária, em Iranduba. O governador Roberto Cidade afirmou que a intenção é recuperar o empreendimento a partir de 2027, caso seja reeleito em outubro.
O complexo foi iniciado em 2012, durante a gestão de Omar Aziz, para concentrar unidades da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). O projeto ocupa uma área de aproximadamente 13 mil hectares, na Região Metropolitana de Manaus, e teve as obras interrompidas após mudanças de governo.
Segundo Cidade, os estudos vão indicar quais estruturas ainda podem ser aproveitadas. Ele também afirmou que pretende discutir com a direção da UEA formas de financiar a retomada e que o planejamento deve incluir as despesas futuras de manutenção, além dos custos de reconstrução.
“Tenho duas decisões: deixar como está ou resolver o problema. A minha solução é resolver”, disse o governador.
Investimentos e estrutura
O empreendimento foi orçado inicialmente em aproximadamente R$ 300 milhões. Cerca de R$ 100 milhões já haviam sido aplicados pelo Estado quando os trabalhos foram paralisados. Com o abandono, as estruturas se deterioraram, e o custo projetado para concluir o complexo aumentou.
Cidade declarou que mais de R$ 200 milhões em recursos públicos estão vinculados ao local. A estimativa, segundo ele, precisa ser atualizada pela correção dos valores ao longo do tempo.
O governador está há quatro meses à frente do Governo do Amazonas e falou sobre o projeto em entrevista realizada na manhã desta quinta-feira (10). Ao tratar de propostas para a educação, afirmou que sua gestão pretende reconstruir a Cidade Universitária.
Obras e capacidade financeira
Na entrevista, Cidade relacionou a discussão sobre a retomada a outros grandes projetos apresentados durante a campanha eleitoral. Ele questionou a capacidade do Estado para construir e manter hospitais e um sistema de BRT estimado por ele em R$ 4 bilhões.
“Não é só construir uma obra, o maior desafio é manter”, afirmou. Para o governador, a análise de novos empreendimentos deve considerar tanto o investimento inicial quanto as despesas mensais e anuais de funcionamento.



