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Bandana vermelha revelou identidade de homem que salvou pessoas no 11 de Setembro

Welles Remy Crowther guiou sobreviventes para fora da Torre Sul e foi identificado meses depois por testemunhos sobre sua bandana.

Bandana vermelha revelou identidade de homem que salvou pessoas no 11 de Setembro

Welles Remy Crowther, operador do mercado financeiro de 24 anos, ajudou a retirar sobreviventes da Torre Sul do World Trade Center em 11 de setembro de 2001. Ele morreu no desabamento do edifício, mas sua identidade só foi confirmada meses depois por relatos que mencionavam uma bandana vermelha.

Crowther trabalhava no 104º andar e era bombeiro voluntário desde a adolescência. O acessório havia sido dado por seu pai quando ele tinha seis anos. Após o impacto do voo 175 da United Airlines, às 9h03, ele desceu até o 78º andar, onde encontrou pessoas feridas e desorientadas em meio à fumaça.

Entre os sobreviventes estava Ling Young, funcionária do Departamento de Tributação e Finanças de Nova York. Ela viu Crowther carregando uma mulher nas costas. O homem encontrou a escada A, indicada como a única passagem transitável naquela área, e conduziu o grupo para baixo.

Depois de percorrer aproximadamente 17 andares, Crowther entregou a mulher a outras pessoas e voltou para a região atingida pelo fogo. Com a bandana cobrindo o nariz e a boca, ele encontrou outro grupo, combateu pequenos focos de incêndio, prestou os primeiros socorros possíveis e organizou uma nova retirada.

Os sobreviventes contaram que Crowther orientava o grupo com firmeza. Ele pedia que as pessoas capazes de caminhar ajudassem os feridos e permanecessem juntas. Enquanto parte dos sobreviventes seguia para a rua, ele retornou aos pavimentos destruídos em busca de outras pessoas.

Às 9h59, 56 minutos depois do impacto, a Torre Sul desabou. O corpo de Crowther foi localizado em março de 2002, próximo a bombeiros e profissionais dos serviços de emergência.

A identificação pelos testemunhos

A família sabia apenas que Welles havia morrido no atentado. Em maio de 2002, depoimentos de sobreviventes reuniram descrições de um homem que socorria feridos, indicava a escada e usava uma bandana vermelha.

Alison Crowther, mãe de Welles, associou a descrição ao filho e mostrou fotografias dele aos sobreviventes. A comparação dos relatos revelou que o operador financeiro era o homem que havia conduzido as pessoas para longe do fogo.

Um exemplar da bandana pertenceu a Welles e integra o acervo do Memorial e Museu Nacional do 11 de Setembro. Antes do atentado, ele atuava como voluntário em Nyack, cidade onde cresceu, no estado de Nova York. A família também encontrou entre seus pertences uma inscrição praticamente concluída para o Corpo de Bombeiros de Nova York.

O nome de Crowther passou a ser usado em corridas beneficentes, bolsas de estudo e homenagens esportivas. A Boston College, onde ele estudou e jogou lacrosse, preserva sua memória em partidas com uniformes que exibem o desenho da bandana vermelha.

Em setembro de 2026, poucos dias antes do 25º aniversário dos ataques, Crowther recebeu postumamente a Medalha Presidencial da Liberdade. A mãe e a irmã dele receberam a homenagem durante uma cerimônia em Washington.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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