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Douglas Ruas prioriza governo do Rio em vez de permanência do Vasco na elite

Candidato do PL também falou sobre segurança pública, comunidades, transporte e a proposta da Linha 3 do metrô.

Douglas Ruas prioriza governo do Rio em vez de permanência do Vasco na elite

O candidato do PL ao governo do Rio de Janeiro, Douglas Ruas, afirmou que escolheria governar o estado em vez de ver o Vasco permanecer na primeira divisão. Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), ele participou de uma sabatina e respondeu a perguntas sobre política, segurança, transporte e sua relação com São Gonçalo.

Ao comentar a situação do Vasco, Ruas disse que torcer pelo clube é um sofrimento que os vascaínos carregam, mas separou o time da disputa política. “Não dá mais para sofrer com o governo. O time, a gente aguenta”, afirmou.

Segurança e campanha em comunidades

Ruas declarou que sua principal crítica aos governos estaduais é a política de segurança pública. Para ele, as administrações anteriores não fizeram as mudanças necessárias para enfrentar o crime organizado.

O candidato disse que não fará campanha em comunidades onde o tráfico domina. Afirmou que pretende primeiro assumir o governo, enfrentar o crime e devolver essas áreas à população. Depois disso, segundo Ruas, moradores e visitantes poderiam voltar a circular por comunidades que ele descreveu como espaços de cultura e de trabalho.

Ele também rejeitou a possibilidade de negociar com criminosos para acessar esses locais. Como alternativa durante a campanha, disse que pretende se comunicar com os moradores por veículos de comunicação e redes sociais.

Ao ser questionado sobre imagens de uma atividade no Jardim Catarina, Ruas afirmou que o local pode ser acessado livremente e que não há presença do crime organizado naquela área. Sobre o Jardim Catarina e o Complexo do Salgueiro, disse que diferentes referências musicais poderiam representar sua proposta para as regiões.

Transporte e Linha 3

O candidato foi questionado sobre a ligação de ônibus entre São Gonçalo e o Rio de Janeiro. Ele lembrou que a linha 515 faz o trajeto entre Niterói e São Gonçalo, no bairro Mutuá, mas não soube informar o número da linha que usava para seguir até o Castelo.

Ruas explicou que, saindo de sua casa, precisaria pegar a linha 30 até Alcântara e depois outro ônibus até o Castelo. A resposta ocorreu durante uma pergunta sobre o chamado “Rio real”.

Sobre a Linha 3 do metrô, afirmou que o projeto é uma promessa antiga e que Flávio Bolsonaro destinou recursos, por meio de emenda parlamentar, à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O objetivo é permitir que a Coppe elabore um estudo detalhado para uma possível contratação.

A previsão apresentada por Ruas é que o estudo seja entregue em dezembro de 2027. Depois, seria necessário reunir recursos da União e da iniciativa privada. Ele afirmou que o projeto exigirá um aporte considerável do governo federal.

Trajetória política

Ruas disse que cresceu em uma rua de São Gonçalo sem infraestrutura, com buracos e sem saneamento. Segundo ele, o local só foi asfaltado quando tinha 18 anos. Após concluir uma pós-graduação em gestão pública, afirmou ter escolhido trabalhar para levar infraestrutura a pessoas que considera abandonadas pelo poder público.

Ele negou ser beneficiário de nepotismo por ser filho de Capitão Nelson, prefeito de São Gonçalo e ex-policial militar. Disse que o pai contribuiu para sua formação, mas não indicou caminhos profissionais.

Sobre a escolha de Fernanda Louback como vice, Ruas afirmou que ela não foi escolhida por ser de Niterói. Segundo ele, a candidata representa uma trajetória de empreendedorismo, inclusão e atuação em políticas para mulheres. Louback é mãe de duas meninas autistas e já participava da elaboração do plano de governo, de acordo com Ruas.

Na presidência da Alerj, ele afirmou que sua missão inicial foi moralizar e organizar a Casa. Ruas também declarou que mantém sua prática religiosa diariamente e não considera necessária uma sessão especial de oração.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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