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Ex-PM recebe pena de 37 anos por morte de Marcelo Diotti no Rio

João Luiz da Silva foi condenado pelo Tribunal do Júri por homicídio qualificado cometido em março de 2018.

Ex-PM recebe pena de 37 anos por morte de Marcelo Diotti no Rio

O ex-policial militar João Luiz da Silva, conhecido como Gago, foi condenado pelo Tribunal do Júri a 37 anos, cinco meses e 29 dias de prisão pela morte do empresário e contraventor Marcelo Diotti. O crime ocorreu em março de 2018, na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio.

A condenação atendeu integralmente aos pedidos do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). O Conselho de Jurados reconheceu duas qualificadoras relacionadas a motivos torpes: vingança de Adriano da Nóbrega, o Capitão Adriano, contra Diotti, e uma demonstração de força e poder diante de um grupo rival da vítima. Também foram reconhecidas as circunstâncias de pagamento ou promessa de recompensa, emboscada e atuação de grupo de extermínio.

Investigação e execução

Segundo o MPRJ, Gago integrava o Escritório do Crime, organização criminosa apontada em investigações como responsável por homicídios sob encomenda e chefiada por Adriano da Nóbrega. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) denunciou João Luiz em maio de 2020 por homicídio qualificado.

As investigações indicaram que integrantes do grupo monitoraram a rotina de Diotti e de sua companheira. Depois de sair de um restaurante, o empresário foi atingido por diversos disparos, a maior parte na cabeça. Testemunhas relataram que pelo menos 20 tiros foram efetuados no estacionamento, perto de um Mercedes SUV branco. No local, foram encontradas cápsulas de fuzil calibres 556 e 762.

O homicídio aconteceu na Avenida das Américas e foi atribuído a desavenças entre Diotti e Adriano da Nóbrega, que morreu em confronto com a polícia em 2020, na Bahia.

Os irmãos Leonardo Gouvêa da Silva, conhecido como Mad, e Leandro Gouvêa da Silva, o Tonhão, também foram apontados como integrantes do Escritório do Crime e participantes do homicídio. Eles foram julgados e condenados em maio de 2024.

Diotti era marido da ex-mulher do ex-vereador Cristiano Girão, condenado por formação de quadrilha e crime eleitoral, além de ter sido acusado de comandar a milícia da Gardênia Azul, na Zona Sudoeste. Em junho de 2017, Diotti e a esposa haviam sido alvo de outro atentado na Barra, ao deixarem uma festa em um hotel.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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