Walace Andrade de Oliveira foi condenado a 39 anos e quatro meses de prisão pela morte do policial civil João Pedro Marquini Santana e pela tentativa de latrocínio contra a juíza Tula Corrêa de Mello. A decisão foi tomada pelo juízo da 17ª Vara Criminal da Capital.
O crime ocorreu em 30 de março de 2025, durante uma falsa blitz na Estrada da Grota Funda, em Vargem Grande, na Zona Sudoeste do Rio. O policial e a juíza, que eram um casal, voltavam para casa em veículos separados durante a noite.
João Pedro seguia no primeiro carro e foi atingido por disparos de fuzil. Ele morreu no local. O veículo de Tula Corrêa de Mello, que vinha logo atrás, também foi alvo de tiros. Como o automóvel era blindado, a magistrada conseguiu dar marcha à ré e escapar da abordagem.
Investigação e processos
Walace foi preso por policiais militares do 14º BPM (Bangu), em abril de 2025. Durante a abordagem, ele tentou usar o nome de outra pessoa, mas a identificação falsa foi descoberta.
O Ministério Público também denunciou Antonio Augusto D’Angelo da Fonseca, Jefferson Rosa dos Reis, Alexandre Costa de Oliveira e Alefe Jonathan Ferreira Rodrigues como integrantes do grupo. Antonio Augusto foi absolvido da acusação de associação criminosa armada porque já responde pelo mesmo crime em outro processo, na 28ª Vara Criminal da Capital.
O processo de Alexandre Costa de Oliveira foi separado e suspenso porque ele está foragido. Já a punibilidade de Jefferson Rosa dos Reis e Alefe Jonathan Ferreira Rodrigues foi extinta após a confirmação da morte dos dois réus.
Na sentença, o juiz Fabio Lopes Cerqueira afirmou que as provas demonstram a participação de Walace na ação. Segundo o magistrado, o réu roubou a arma e o distintivo de João Pedro durante os disparos que resultaram na morte do policial.
Ao tratar da tentativa de latrocínio contra a juíza, Cerqueira considerou que os tiros disparados contra o carro indicavam a intenção de impedir a fuga e garantir a subtração patrimonial mediante violência.



