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Flávio Bolsonaro articula adiamento de votação sobre o fim da escala 6×1

Colunista Leonardo Sakamoto afirma que a crise no STF abriu espaço para postergar a análise da proposta no Senado até depois das eleições.

Colunista do UOL aponta que Flávio aproveitou a crise no STF para barrar o fim da escala 6x1

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) articulou o adiamento da votação da proposta de emenda à Constituição que prevê o fim da escala 6×1, segundo avaliação do colunista Leonardo Sakamoto. A estratégia ocorreu durante a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) relacionada aos desdobramentos do escândalo do Banco Master.

A proposta foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na quarta (2), sem dificuldades. Depois, Flávio procurou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e afirmou que a votação poderia desequilibrar as eleições. Alcolumbre anunciou que a análise no plenário deve ocorrer ainda em 2026, mas somente depois do processo eleitoral.

Senadores da base e da oposição e integrantes do governo federal avaliaram que a tensão no STF facilitou a articulação para postergar a matéria. Entre os episódios citados estão os vazamentos sobre a relação do ministro Alexandre de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro e os questionamentos sobre a relatoria do ministro André Mendonça em inquéritos ligados aos casos do Master e do INSS.

Proposta alternativa

Antes do adiamento, Flávio tentou fazer avançar uma proposta de remuneração por hora trabalhada. Ele argumentou que o modelo daria mais flexibilidade, mas a alternativa manteria a escala 6×1 como limite. Uma eventual redução da jornada dependeria de negociação entre patrão e empregado.

A proposta não avançou na CCJ. O senador Rogério Marinho (PL-RN), autor do texto alternativo da oposição e coordenador da campanha de Flávio, chegou a pedir vista durante a análise da PEC do fim da 6×1. O exame foi retomado uma hora depois, e a tentativa de incorporar trechos da proposta alternativa foi rejeitada.

Flávio não declarou publicamente que votaria contra o fim da escala. Em vez disso, afirmou que apoiaria a proposta de sua autoria: “a favor da nossa proposta”. Nesta semana, ele também disse: “Nós vamos trabalhar pela liberdade, para que o trabalhador brasileiro possa escolher a sua própria carga horária de trabalho ou como é que vai trabalhar”.

Apoio à mudança

Defensores da PEC no governo avaliam que o adiamento pode prejudicar sua aprovação, porque dois terços do Senado estarão em disputa nesta eleição. Na Câmara, 472 dos 513 deputados votaram a favor da mudança.

Pesquisas citadas na análise indicam que cerca de 70% da população apoiam o fim da escala 6×1, com adesão entre eleitores ligados ao lulismo, ao bolsonarismo e aos independentes. A aprovação da PEC é apresentada como uma aposta do presidente Lula (PT) para melhorar sua popularidade na reta final da campanha.

Durante o debate na CCJ, Rogério Marinho afirmou que reduzir a jornada sem diminuir salários elevaria os custos. O relator, Omar Aziz (PSD-AM), reagiu ao comentário e questionou se os deputados do PL que apoiaram a proposta na Câmara também seriam classificados dessa forma. Em maio, apenas 11 dos 97 deputados do PL votaram contra o fim da escala 6×1.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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