FLORIANÓPOLIS — O candidato do PSB ao governo de Santa Catarina, Gelson Merísio, defendeu neste sábado (19) uma aproximação entre as administrações estadual e federal para ampliar investimentos e obras no estado. Ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ele afirmou que Santa Catarina precisa se aproximar do governo federal.
Merísio declarou que a gestão de Jorginho Mello (PL) teria deixado de acessar cerca de R$ 24 bilhões recentemente. Como comparação, citou o Paraná, que teria assegurado R$ 8 bilhões em investimentos viários no mesmo período.
“Reencontrar Santa Catarina com o Brasil. Reencontrar o governo do Estado com o governo do presidente Lula”, afirmou o candidato durante o ato.
Realizado na Praça Tancredo Neves, em frente à Assembleia Legislativa, o evento “O Brasil pronto para mais” reuniu candidatos da coligação de partidos do Campo Democrático em Santa Catarina, além de militantes, apoiadores e lideranças políticas de diferentes regiões do estado.
Lula defendeu que Merísio dialogue diretamente com representantes do agronegócio e relacionou a candidatura à estratégia de apresentar aos eleitores catarinenses uma alternativa alinhada ao governo federal. O presidente também afirmou que o governo Lula-Alckmin destinou recursos à agricultura e que os maiores investimentos de crédito para o setor ocorreram em seus mandatos.
Durante o discurso, Lula tratou ainda de soberania nacional, exploração de terras raras e ampliação da participação feminina na política. Merísio afirmou que o apoio federal às concessões de rodovias pode contribuir para mudar a logística catarinense.
O candidato disse ter entrado na disputa após um convite de Lula e definiu sua candidatura como uma missão de diálogo. Também defendeu as mulheres e repudiou agressões contra Fernanda Klitzke, segunda suplente de senadora na chapa com Délio Lima (PT), em Jaraguá do Sul.
Merísio afirmou que pretende ampliar o apoio a Lula em Santa Catarina e contestou a ideia de que o estado seja de direita ou de extrema direita. “Nós não somos um povo violento. Nós não somos um povo racista”, declarou, ao defender uma imagem diferente da população catarinense.



