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Merísio propõe convocar policiais da reserva e rever incentivos fiscais em SC

Candidato ao governo de Santa Catarina também defendeu parcerias para obras, atendimento a mulheres e reforço na prevenção ambiental.

Entrevista na NSC: Gelson Merísio prevê convocação de policiais da reserva para suprir déficit de efetivo e propõe incentivos fiscais específicos por regiões do estado
Foto: NSC TV/Reprodução

Gelson Merísio defendeu a convocação de policiais da reserva para reforçar o efetivo de segurança pública em Santa Catarina e propôs uma revisão dos incentivos fiscais por regiões do estado. As medidas foram apresentadas durante uma entrevista de 30 minutos sobre propostas de campanha e posicionamentos políticos.

Segurança pública e proteção às mulheres

Segundo Merísio, as polícias têm atualmente 9 mil militares e 3 mil civis. A proposta é dobrar esses números por meio de concursos públicos e do retorno de policiais aposentados ao patrulhamento ostensivo. O candidato afirmou que pelo menos 7 mil policiais da reserva poderiam ser chamados.

Ele também defendeu a convocação de policiais civis aposentadas para atender mulheres vítimas de violência em diferentes regiões. Outra medida proposta foi o uso de tornozeleira eletrônica por agressores a partir da decretação de medida protetiva.

Para o candidato, o atendimento às mulheres deve incluir uma porta de entrada nos postos de saúde, com psicólogos e assistentes sociais. Nas delegacias, defendeu atendimento 24 horas e mais efetivo para dar resposta aos casos de violência.

Incentivos fiscais por região

Na área econômica, Merísio propôs reorganizar os incentivos fiscais dentro de um projeto de estado. Ele citou áreas de Canoinhas, a região Serrana e o extremo Oeste como locais que deveriam receber tratamento tributário diferenciado.

A avaliação apresentada é que regiões litorâneas se tornaram mais atrativas e concentram empresas. Para o candidato, a política tributária deve considerar o potencial econômico de cada área e estimular um desenvolvimento comum entre as regiões.

Rodovias e relação com o governo federal

Merísio defendeu a retomada do diálogo entre Santa Catarina e o governo federal para viabilizar obras de infraestrutura. Também citou parcerias com o BNDES, instrumentos de financiamento e concessões de rodovias federais e estaduais.

Ao abordar o histórico recente das concessões, afirmou que um projeto elaborado durante o governo de Jair Bolsonaro previa R$ 24 bilhões de investimento ao longo do governo. Também disse que, após mudanças políticas em 2022, os processos voltaram ao início e comparou a situação com a do Paraná, onde, segundo ele, R$ 8 bilhões já foram investidos em rodovias estaduais e federais.

O candidato afirmou ainda que Santa Catarina não duplicou 1 quilômetro de rodovia em 8 anos. Na avaliação dele, o estado precisa definir um projeto de longo prazo para infraestrutura, com articulação nacional e planejamento para a aplicação dos recursos.

Posicionamento político e governabilidade

Merísio declarou que apoiou Bolsonaro em 2018 por acompanhar a posição de seus eleitores, mas passou a apoiar Lula após a eleição. Ele defendeu uma relação institucional com o governo federal independentemente de diferenças partidárias ou ideológicas.

Sobre a Assembleia Legislativa, criticou as emendas impositivas. Segundo o candidato, cada parlamentar estadual recebe atualmente R$ 20 milhões, o que representa R$ 800 milhões por ano e R$ 3,2 bilhões em 4 anos. Para ele, a destinação pulverizada desses recursos não substitui um planejamento estadual.

Meio ambiente e eventos climáticos

Na área ambiental, Merísio propôs fortalecer o Instituto de Meio Ambiente do Estado (IMA), com equipes preparadas e prazos definidos para o licenciamento. Também defendeu investimentos permanentes em prevenção, incluindo a execução de projetos para barragens e a participação das comunidades.

Ao tratar dos impactos do El Niño e das mudanças climáticas, afirmou que as ações não devem se limitar à propaganda ou a medidas tomadas durante períodos de maior risco. A proposta apresentada é integrar fiscalização, prevenção e investimento público em um projeto de estado.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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