A coligação Coragem para Mudar afirmou que Santa Catarina registrou aumento de 33% nos casos de feminicídio no primeiro semestre deste ano. Foram 28 vítimas até junho. Depois desse período, outras nove mulheres foram vítimas do crime, totalizando 37 mortes no ano, segundo os dados apresentados pela campanha.
A candidata a vice-governadora Angela Albino (PDT) conduziu o primeiro programa político temático de televisão da coligação, formada por partidos progressistas de Santa Catarina. A estreia ocorreu às 13h, com o clipe “Seremos Resistência”.
Registros de violência e estrutura policial
A campanha também destacou que Santa Catarina tem a maior taxa de registros de ameaças contra mulheres do Brasil. São, em média, 200 registros por dia e 1.733 ocorrências para cada 100 mil mulheres. Nos casos de lesão corporal em contexto de violência doméstica, a taxa do estado fica cerca de 46% acima da média nacional.
O programa apontou ainda redução no efetivo da Polícia Civil. A corporação tem 3.242 cargos, entre agentes, delegados e servidores administrativos. De oito anos para cá, houve queda de 32% no número de profissionais.
Santa Catarina não possui nenhuma Delegacia da Mulher com funcionamento 24 horas. Durante fins de semana e feriados, as vítimas são atendidas pelas Centrais de Plantão de Polícia, que, conforme a campanha, não oferecem a mesma estrutura especializada das delegacias voltadas às mulheres.
Dados do Observatório da Violência contra a Mulher indicam que os feminicídios registrados no estado entre 2020 e 2025 ocorreram com maior frequência aos sábados, domingos e segundas-feiras.
A coligação também criticou o uso de recursos federais destinados ao enfrentamento da violência doméstica. De R$ 4,5 milhões enviados ao estado, o governo de Jorginho Mello teria utilizado 16%.
A Coragem para Mudar defendeu uma política de Estado com ações de prevenção, proteção, investigação, atendimento especializado e reforço da estrutura de segurança pública. A coligação reúne a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), PSB, PDT e Federação REDE/PSOL.



