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MPSC pede condenação de ex-delegado-geral de SC no caso do cão Orelha

Órgão aponta uso da investigação para promoção pessoal e cobra indenização, multa e ressarcimento que pode chegar a quase R$ 800 mil.

Caso do cão Orelha: MP aponta improbidade de ex-delegado-geral de SC e pede indenização de quase R$ 800 mil

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pediu a condenação do ex-delegado-geral da Polícia Civil Ulisses Gabriel por improbidade administrativa no caso do cão Orelha. A ação aponta que ele teria usado a visibilidade do cargo e a investigação para construir uma imagem pessoal e política. O valor pedido pelo órgão pode chegar a quase R$ 800 mil.

A promotoria afirma que Ulisses Gabriel ultrapassou os limites da comunicação institucional ao publicar mais de 40 conteúdos sobre a apuração em redes sociais. No mesmo período, os perfis oficiais da Polícia Civil registraram sete publicações sobre o caso. Para o MPSC, a exposição teria contribuído para o aumento de 75 mil seguidores no Instagram do ex-delegado-geral.

Entre os pedidos apresentados estão R$ 200 mil por dano moral coletivo e uma multa equivalente a até 24 vezes o salário recebido por Ulisses Gabriel na época da investigação.

Defesa contesta acusação

A defesa, representada pelo escritório Mathaus Agacci Advogados, afirma que não houve ato de improbidade administrativa. “Ulisses sempre pautou sua atuação pela legalidade, transparência e respeito às atribuições institucionais”, declarou, acrescentando que não existiria desvio de finalidade nem conduta dolosa.

Os advogados informaram que aguardam o julgamento da ação e esperam que os pedidos do Ministério Público sejam rejeitados.

Investigação foi arquivada

A morte do cão Orelha ocorreu em janeiro deste ano. A suspeita inicial era de que o animal tivesse sido agredido por um grupo de jovens. Após cinco meses de investigação, porém, o caso foi arquivado pela Justiça de Santa Catarina a pedido do Ministério Público, sob a alegação de falta de provas.

A apuração da Polícia Civil recebeu críticas por falhas e incoerências. Um laudo produzido pelo MPSC depois da exumação indicou que o cão tinha uma doença óssea grave, capaz de explicar as lesões na cabeça.

No pedido de arquivamento aceito pela Justiça, os promotores afirmaram que não era possível descartar que o animal tivesse sido vítima do próprio estado de saúde, sem agressão física externa.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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