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Cansaço interrompe retorno de onça-pintada ao Parque Morro do Diabo

Theodoro, macho de seis anos, foi encontrado no acostamento de uma rodovia e conduzido de volta à área protegida.

Cansaço interrompe retorno de onça-pintada ao Parque Morro do Diabo

A identificação de uma onça-pintada encontrada exausta às margens de uma rodovia permitiu que equipes retomassem o plano de levá-la ao Parque Estadual Morro do Diabo, em Teodoro Sampaio, no extremo oeste paulista. O animal foi reconhecido como Theodoro, macho de seis anos monitorado desde 2021 pela Fundação Florestal.

A ocorrência foi registrada na altura do km 16 da Rodovia Arlindo Béttio (SP-613). O alerta inicial indicava a possibilidade de atropelamento, hipótese descartada pela equipe técnica depois da avaliação no local. Theodoro não tinha ferimentos, mas havia deixado os limites da área protegida e não conseguiu completar o caminho de volta após percorrer longas distâncias.

A operação ocorreu nesta quinta-feira (17), sob liderança da Fundação Florestal, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Governo do Estado de São Paulo (Semil). A Polícia Militar do Estado de São Paulo controlava o tráfego antes da chegada dos especialistas do parque. A pista ficou totalmente interditada por cerca de 40 minutos para proteger o animal, os profissionais envolvidos e os motoristas.

Estratégia adaptada durante o resgate

No deslocamento pela rodovia, o felino voltou a se deitar na margem por causa do desgaste físico. O acesso principal ao Parque Estadual Morro do Diabo estava a aproximadamente dois quilômetros do ponto onde ele foi localizado, e a permanência do animal imóvel exigiu uma mudança na condução.

Os bombeiros usaram água do caminhão de atendimento para estimular a movimentação sem provocar estresse ou comprometer a saúde do animal. Como Theodoro tornou a repousar, a equipe técnica da Fundação Florestal abriu uma passagem próxima ao local em direção à área de proteção. Por esse caminho, a onça conseguiu retornar à unidade de conservação.

“Quando cheguei ao local, reconheci imediatamente que era o Theodoro, uma onça-pintada que monitoramos desde 2021”, afirmou Andréa Soares Pires, diretora de Biodiversidade da Fundação Florestal. Segundo ela, o trabalho respeitou o tempo do animal e priorizou uma condução segura.

Identificação por monitoramento

O reconhecimento foi possível graças ao histórico do programa MonitoraBioSP, gerido pela Fundação Florestal. A identificação individual da espécie Panthera onca considera o desenho das rosetas da pelagem, que apresenta um padrão próprio em cada exemplar.

Andréa Soares Pires afirmou que Theodoro integra uma das últimas populações residentes de onça-pintada no Estado de São Paulo. Para a diretora, o caso evidencia a importância do monitoramento, dos corredores florestais e das estruturas de passagem de fauna para a conservação da espécie.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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