JARDIM (MS) — A estiagem prolongada interrompeu o fluxo de água do Rio da Prata por aproximadamente 4 quilômetros, entre trechos do curso d’água e a região da Ponte do Curê, na Rodovia MS-178. Parte do rio secou, enquanto outros pontos ficaram isolados em pequenas poças.
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) acompanha as condições ambientais do rio e as medidas adotadas para proteger os animais aquáticos. O órgão mantém um inquérito civil instaurado em julho de 2024, que investiga a situação ambiental do Rio da Prata e acompanha as ações de monitoramento e resgate.
Resgate de peixes
Em setembro, equipes realizaram uma operação emergencial para retirar peixes presos nas poças do trecho afetado. Mais de 200 animais foram resgatados e levados para áreas do Rio da Prata com melhores condições de sobrevivência. Entre as espécies encontradas estavam lambaris, piraputangas, cascudos, joaninhas e traíras.
O Instituto Guarda Mirim Ambiental (IGMA), responsável pelo monitoramento e pelas ações de resgate, informou que a interrupção do fluxo dificulta a sobrevivência dos peixes, principalmente onde a água fica represada. Nesses locais, existe risco de evaporação e de redução do oxigênio disponível.
O presidente do IGMA, Nisroque Soares, afirmou que o trecho afetado apresenta uma interrupção de aproximadamente 4 quilômetros até a Ponte do Curê. A situação é acompanhada pelo instituto há anos. Em 2025, uma operação semelhante retirou cerca de 1,4 mil peixes de uma área atingida pela seca.
Moradores que vivem perto do rio também ajudam no monitoramento e avisam as equipes quando percebem mudanças no curso d’água. O IGMA pode realizar novas operações se a estiagem continuar e colocar outros animais em risco. O MPMS informou que seguirá acompanhando as ações e os relatórios técnicos produzidos pelo instituto.



