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Operação apreende carros de luxo em investigação sobre transporte escolar no Rio

A Polícia Federal apura contratos que ultrapassaram R$ 62 milhões e cumpre mandados em Duque de Caxias e na capital fluminense.

Operação apreende carros de luxo em investigação sobre transporte escolar no Rio

Dois carros de luxo foram apreendidos durante a Operação Faixa Amarela, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira. A ação investiga suspeitas de fraude em licitações de transporte escolar, desvio de recursos públicos, peculato e lavagem de dinheiro na gestão municipal de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Os veículos encontrados em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio, são uma Mercedes-Benz avaliada em cerca de R$ 210 mil e um Mitsubishi estimado em aproximadamente R$ 180 mil. No local, os agentes também recolheram documentos e equipamentos eletrônicos.

Ao todo, a PF cumpre 12 mandados de busca e apreensão na capital e em Duque de Caxias. Nenhuma pessoa com foro privilegiado foi alvo da operação, informou a corporação.

Contratos sob investigação

A apuração aponta que as supostas fraudes teriam começado em 2020. Os contratos foram renovados sucessivamente e, apenas nos três primeiros anos, movimentaram mais de R$ 62 milhões.

Segundo a Polícia Federal, há indícios de uma atuação coordenada entre empresários, servidores públicos e terceiros para superfaturar licitações, desviar recursos e esconder a origem do dinheiro por meio de operações de lavagem. Os fatos investigados podem configurar organização criminosa, fraude à licitação, peculato e lavagem de dinheiro.

A investigação teve início com a análise de informações encontradas em um celular apreendido na Operação Anáfora, que apura desvios na área da saúde e lavagem de dinheiro envolvendo o grupo político ligado ao ex-prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis (MDB).

Prefeitura nega irregularidades

Em nota, a Prefeitura de Duque de Caxias, por meio da procuradoria-geral do município, afirmou que nenhum órgão municipal ou servidor em exercício foi alvo da ação. A administração declarou ainda que os contratos foram licitados e auditados por tribunais de contas e outros órgãos de controle.

A prefeitura disse estar à disposição das autoridades para fornecer informações sobre as investigações.

A Operação Anáfora teve uma primeira fase em setembro de 2022, voltada a Washington Reis, então candidato a vice-governador do Rio, e ao empresário Mário Peixoto. A segunda fase ocorreu em junho deste ano e atingiu endereços ligados à família Reis em Duque de Caxias, no Rio e em Niterói. As investigações continuam.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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