O Paraná tem atualmente o maior salário mínimo regional do Brasil, com valores que chegam a R$ 2.407,90, conforme a categoria profissional. O estado faz divisa com Santa Catarina e integra a região Sul.
O piso regional paranaense é dividido em quatro grupos. O primeiro, de R$ 2.105,34, abrange trabalhadores da agricultura, pecuária, atividades florestais, caça, pesca e aquicultura. O segundo, de R$ 2.181,86, inclui empregados das indústrias extrativas e de transformação, além de setores como mineração e construção civil.
O terceiro grupo tem piso de R$ 2.256,17 e reúne trabalhadores do comércio, de serviços administrativos e de empresas de turismo e comunicação. Já o quarto, com valor de R$ 2.407,90, contempla técnicos de nível médio, como profissionais de enfermagem, eletrotécnica, mecânica, informática, edificações e segurança do trabalho.
Pisos regionais no país
O salário mínimo nacional, de R$ 1.621, serve como referência para os salários previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A Lei Complementar nº 103/2000 permite que os estados estabeleçam pisos regionais para categorias sem remuneração definida por lei federal, convenção ou acordo coletivo.
Além do Paraná, adotam o salário mínimo regional o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro. No Rio Grande do Sul, o valor pode chegar a R$ 2.388,50. Em Santa Catarina, alcançar R$ 2.106,00.
São Paulo tem um piso regional unificado desde 2024, no valor de R$ 1.874,36, destinado a trabalhadores formais que não possuem salário definido por convenção coletiva, acordo coletivo ou legislação federal específica.
Previsão para 2027
O salário mínimo nacional deve subir cerca de 7,4% em 2027, passando de R$ 1.621 para R$ 1.741, de acordo com a previsão apresentada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. O valor definitivo deve ser divulgado em dezembro, após a publicação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de novembro.
A cada R$ 1 de aumento no salário mínimo, a despesa do governo cresce R$ 413,2 milhões. O piso serve de referência para mais de 61 milhões de pessoas, incluindo trabalhadores formais, aposentados, pensionistas e beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC). Também influencia despesas como seguro-desemprego e abono salarial.
Em 2016, o salário mínimo era de R$ 880,00. Em 2026, chegou a R$ 1.621, conforme a série apresentada no levantamento.



