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Dengue e doenças respiratórias elevam pressão sobre a saúde em Santa Catarina

SES informa ocupação de 92,53% dos leitos de UTI e relaciona superlotação a casos de dengue e doenças respiratórias.

Dengue e doenças respiratórias pressionam emergências e causam crise na saúde em SC

A Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina informou que a rede pública enfrenta superlotação em UPAs, UBS, hospitais e leitos de UTI. A pasta relaciona a pressão principalmente ao aumento de casos de dengue e de doenças respiratórias.

Nesta sexta-feira (5), a ocupação dos leitos de UTI era de 92,53%, enquanto as enfermarias registravam 62,47%. O painel da Secretaria apresentava 100 leitos de UTI disponíveis, com maior faixa de ocupação de 95% entre os leitos adultos.

Dengue e doenças respiratórias

O Estado registrava 28.495 mil focos, 35.287 casos confirmados e 59 óbitos por dengue. Ao todo, 244 pacientes estavam internados, sendo 26 com dengue hemorrágica.

A Secretaria também informou um aumento de 39% nas internações por doenças respiratórias entre fevereiro e março. Segundo a pasta, a vacinação contra a gripe foi antecipada e disponibilizada ao público-alvo, mas apenas 10% da população do grupo prioritário havia recebido a dose.

A SES afirmou que nenhum paciente ficou desassistido ou sem leito de UTI, apesar da superlotação. No ano passado, foram abertos 150 novos leitos em várias regiões do Estado. Nesta semana, estão previstos mais 8 leitos em Caçador. Ainda neste mês, devem ser abertos 10 em Joaçaba, 10 em Itajaí, 15 em Lages e 5 em Chapecó.

A pasta reforçou a importância das medidas de prevenção contra a dengue e da vacinação dos grupos prioritários contra a gripe.

Filas e críticas na Assembleia

A Secretaria também informou que foram realizadas 405.896 cirurgias eletivas e emergenciais entre janeiro de 2023 e março de 2024. O dado foi apresentado em meio à referência a uma fila com mais de 200 mil pacientes aguardando cirurgia.

Em Joinville, familiares acionaram a Polícia Militar na segunda-feira (1º) após pacientes esperarem até 12 horas por atendimento no Hospital Infantil. O episódio ocorreu em meio à sobrecarga da unidade.

Na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, o presidente da Casa, deputado Mauro de Nadal (MDB), criticou a situação na quarta-feira (3). Ele afirmou que havia divergência entre os dados divulgados pelo governo e a realidade das cirurgias eletivas e admitiu que a Comissão de Saúde poderia convocar a secretária estadual para prestar explicações.

Em nota, a SES declarou que apresenta regularmente relatórios de ações à Assembleia Legislativa e que mantém medidas para ampliar os atendimentos, reduzir as filas e recuperar a estrutura física dos hospitais. A Secretaria também informou que apoia hospitais filantrópicos e trabalha na melhoria das unidades próprias do Estado.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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