FLORIANÓPOLIS — A Polícia Científica de Santa Catarina começará a usar, nesta quarta-feira (23), um scanner 3D nos destroços do helicóptero que transportava o cantor Rick, da dupla com Renner. O objetivo é preservar vestígios e reunir elementos para investigar as causas da queda na região de Santa Bárbara, em Urubici.
Os destroços serão escaneados e depois levados a um laboratório para análise. O perito criminal Fernando Lonzetti explicou que a ferramenta permite manter os registros do local. “Com essa ferramenta, nós temos a perenidade dos vestígios”, afirmou.
A equipe também utilizará um drone para visualizar a área do acidente, considerada de difícil acesso. O local havia sido visitado no dia anterior, mas os trabalhos foram interrompidos por causa do mau tempo. Policiais voaram do Centro de Urubici até a região para recolher materiais que possam contribuir com a investigação.
Lonzetti afirmou que ainda não é possível apontar uma causa para a queda. A Polícia Científica trabalhará em conjunto com o Cenipa, que atua na investigação voltada à segurança da aviação. Enquanto a perícia catarinense concentra seus trabalhos na área criminal, o órgão ligado à aviação busca evitar novos acidentes.
Condições no momento do acidente
O tenente-coronel aviador Ricardo Zucarelli, chefe da assessoria de imprensa da Força Aérea Brasileira (FAB), informou que a região tinha teto baixo, com uma camada de nuvens próxima da superfície e menor visibilidade para a aeronave. Também foram registrados chuva e ventos fortes na segunda-feira (22), quando ocorreu o acidente.
As equipes de busca localizaram os destroços por volta das 13h de terça-feira, na localidade de Santa Bárbara, a 20 quilômetros do Centro de Urubici. Os corpos foram retirados por volta das 16h com apoio de aeronaves do Corpo de Bombeiros (CBMSC) e da Polícia Militar (PM). Em seguida, foram levados em um avião da FAB para Florianópolis, onde passam por exames no Setor de Medicina Legal (SML).


