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José Pereira de Souza foi o último homem livre condenado à forca no Brasil

Executado em Goiás em 1861, José Pereira de Souza foi condenado pelo assassinato do marido de Maria Nicácia, com quem mantinha um relacionamento.

José Pereira de Souza foi o último homem livre condenado à forca no Brasil
Foto: Arquivo pessoal/Wilter Coelho e Voz de Luziânia

José Pereira de Souza foi executado em Goiás em 1861, na última condenação à forca de um homem livre no Brasil registrada por historiadores. O caso ocorreu na antiga Santa Luzia, hoje Luziânia, e envolve também Maria Nicácia, esposa do barão Eufrasio Monteiro.

José tinha 40 anos e mantinha um relacionamento com Maria. Em determinado momento, decidiu matar o marido dela. Anotações do historiador Gelmires Reis relatam que Eufrasio estava em casa, sentado e limpando arroz para o jantar, quando José atirou contra o tórax dele com uma espingarda. José e Maria foram localizados e presos.

O julgamento começou em 29 de agosto de 1857, na cidade de Goiás, antiga capital do estado, e terminou em 29 de setembro do mesmo ano. José foi condenado à forca por homicídio perpetrado, com os agravantes previstos na época, conforme a Constituição do Império. Maria recebeu pena de prisão perpétua, que incluía trabalhos forçados.

Após tentativas de recurso, a execução ocorreu em 30 de outubro de 1861. Antes de ser levado ao local da forca, José deixou a prisão e percorreu ruas e becos de Santa Luzia. Também passou pela Igreja do Rosário, que estava aberta para recebê-lo. Depois, seguiu até uma forca montada em um pasto de uma chácara, onde foi enforcado diante de moradores.

Registros preservados

Arquivos do Senado registram que a pena de morte por forca continuou até 1876, mas apenas para escravos. O último condenado conhecido como Francisco foi enforcado publicamente em Pilar, Alagoas, em 28 de abril de 1876.

Um artigo de 20 de janeiro de 1920, publicado pelo jornal local Voz de Luziânia, relata que José foi sepultado dentro da Igreja do Rosário. O mesmo registro afirma que documentos oficiais sobre a execução foram perdidos no início do século XX. Durante um período frio, um delegado teria mandado acender fogueiras nas praças, usando os papéis dos processos como combustível.

Os fragmentos que restaram foram preservados e estudados por Gelmires Reis, que também determinou o local aproximado da forca. Nascido em 1893, o historiador morreu em novembro de 1983. A cidade mantém uma rua e uma praça com o nome dele.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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