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Brasil

Projeto aproxima escolas de Pinhais e Córdoba por meio do estudo da água

Estudantes investigam territórios, rios e culturas em intercâmbio entre uma escola de Pinhais e instituições argentinas.

Projeto aproxima escolas de Pinhais e Córdoba por meio do estudo da água
Foto: Arquivo Pessoal

PINHAIS (PR) — O interesse pela Copa do Mundo de 2026 levou estudantes do 4º ano da Escola Municipal Antônio Andrade de Educação Infantil e Ensino Fundamental (EI EF) – CAIC, em Pinhais, a investigar os territórios, os rios e os costumes do Brasil e da Argentina. A iniciativa resultou no projeto “Caminho das Águas: Brasil e Argentina em Diálogo”, desenvolvido em parceria com as escolas Dr. Antonio Sobral e Papa Francisco, de Córdoba.

A proposta foi criada por um professor da rede pública municipal de Pinhais, que identificou o pouco conhecimento dos estudantes sobre os países vizinhos e buscou aproximação com escolas argentinas. As instituições passaram a organizar encontros virtuais, atividades conjuntas e ações de intercâmbio.

Do território local à Bacia do Prata

O trabalho começou com a investigação das nascentes e dos cursos d’água de Pinhais e Piraquara. Depois, os estudantes ampliaram a pesquisa para a Bacia do Prata, sistema hidrográfico que inclui parte do território brasileiro, entre elas o Paraná, e se estende por outros países da América do Sul, como a Argentina.

Em geografia e ciências, as turmas pesquisaram rios, nascentes, bacias hidrográficas e características ambientais. Também produziram mapas e compararam registros dos cursos d’água de Pinhais com imagens de rios argentinos. Em língua portuguesa, escreveram cartas, formularam perguntas e prepararam apresentações sobre a escola e a cidade.

A investigação também envolveu a história de Pinhais, seus parques, manifestações culturais e características ambientais. Mapas, fotografias, desenhos, vídeos, apresentações e textos foram usados para que os estudantes apresentassem o próprio território aos colegas argentinos.

Encontros virtuais e produção de cartas

Na primeira videoconferência, os estudantes conversaram sobre alimentação, brincadeiras, esportes, clima e características das cidades onde vivem. As turmas argentinas compartilharam cartas, vídeos, pesquisas e apresentações sobre suas escolas, cidades, costumes e experiências.

As perguntas feitas durante os encontros passaram a orientar novas pesquisas sobre biodiversidade, patrimônio cultural, preservação dos rios e modos de vida. O planejamento manteve objetivos definidos, mas incorporou os interesses apresentados pelas próprias crianças.

As cartas coletivas deram à escrita uma finalidade concreta. Os estudantes precisaram organizar informações, formular perguntas e revisar os textos para que fossem compreendidos por colegas que não conheciam sua realidade. Segundo o professor, as produções posteriores mostraram maior organização e clareza, além de melhor compreensão da estrutura do gênero carta.

Estudantes imigrantes atuam na comunicação

A diferença entre português e espanhol também criou uma nova função para estudantes imigrantes da Venezuela e de Cuba. Atualmente, cerca de dez participam das atividades nas turmas de 4º e 5º anos.

Durante uma videoconferência, uma estudante cubana começou espontaneamente a explicar palavras e expressões em espanhol aos colegas brasileiros. Outros estudantes passaram a colaborar na comunicação com as crianças argentinas. Com isso, seus conhecimentos linguísticos foram reconhecidos como recursos para a aprendizagem coletiva e como elementos de mediação cultural.

Água e responsabilidade compartilhada

Os estudantes analisaram registros de rios de Pinhais e imagens do Río Tercero, em Córdoba. Nas imagens argentinas, havia poluição e resíduos, incluindo móveis e outros materiais descartados.

O estudo da Bacia do Prata mostrou que os cursos d’água atravessam cidades, regiões e países. A partir dessa compreensão, as turmas discutiram como as ações realizadas em um território podem afetar outros locais e relacionaram o tema da água à responsabilidade ambiental compartilhada.

A avaliação ocorreu durante todo o percurso, considerando avanços na pesquisa, na leitura, na escrita, na comunicação, na compreensão do território e do meio ambiente, na participação e no trabalho coletivo. Em geografia, os estudantes ampliaram a capacidade de localizar os espaços envolvidos e de relacionar Pinhais, a Argentina, a Bacia do Prata e os cursos d’água estudados.

Ampliação da parceria

Com o desenvolvimento do projeto, outros professores da Escola Municipal Antônio Andrade – CAIC foram convidados a participar. Novas turmas de 4º e 5º anos foram incorporadas, e a iniciativa passou a envolver aproximadamente 228 estudantes brasileiros, além dos alunos das escolas argentinas.

O professor assumiu a coordenação e a articulação do projeto, mantendo o contato com as instituições de Córdoba, organizando os encontros e acompanhando as propostas. Os professores regentes desenvolvem as atividades relacionadas aos componentes curriculares em suas próprias turmas.

A parceria segue com novos intercâmbios e temas em planejamento. A experiência também poderá alcançar outros níveis de ensino, conforme as escolas definirem sua organização. Ao longo do percurso, cartas, vídeos, mapas, apresentações e produções artísticas passaram a registrar uma aprendizagem construída entre diferentes territórios.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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