RIO DE JANEIRO — A ex-vereadora Verônica Chaves de Carvalho Costa, conhecida como “Mãe Loira do funk”, foi presa nesta quinta-feira no Vale das Videiras, em Petrópolis, na Região Serrana do estado. Ela foi localizada em um imóvel e levada à sede da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter), na Cidade da Polícia, no Jacarezinho, Zona Norte do Rio de Janeiro.
Também foram presos Bruno Marcelo Bahia Marques, Bruno Chaves Ribeiro e Tatiane Chaves Ribeiro Marques. Uma quinta pessoa continua foragida. Os quatro foram condenados pela tortura de Márcio Costa, ex-marido de Verônica.
As prisões ocorreram após diligências da DC-Polinter para cumprir mandados expedidos pela Justiça. A equipe realizou levantamentos de inteligência, verificações de endereços, análise de informações e acompanhamento dos deslocamentos dos procurados. As buscas continuaram mesmo depois que o grupo deixou os primeiros locais identificados.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apoiou a operação monitorando a placa de um dos veículos usados durante a fuga. A informação ajudou a reconstruir os deslocamentos e a direcionar as diligências.
Os mandados foram expedidos para o cumprimento de condenações criminais definitivas, após o trânsito em julgado, com determinação de recolhimento em regime fechado. Verônica Costa recebeu pena de 10 anos e 8 meses de prisão. Depois da captura, os quatro foram conduzidos para os procedimentos de polícia judiciária e permanecerão à disposição do Poder Judiciário.
Condenação e relato do crime
Em entrevista concedida em 2019, Márcio Costa afirmou que a tortura ocorreu oito anos antes. Segundo o relato, ele teve os pulsos e os pés amarrados com correntes, corda e cadeado, além de uma venda na boca e nos olhos. Depois, teria sido agredido e ameaçado de ser queimado com um produto químico colocado em seu corpo.
Márcio disse ter deixado o Brasil por medo de novos ataques. O relacionamento com Verônica começou quando ela ainda era casada com Rômulo Costa, tio dele. O casal permaneceu junto por 11 anos e se separou depois da briga.
Após o crime, Verônica acusou o ex-marido de ser usuário de drogas e de entrar sem consentimento na casa dela para levar objetos. Em meados de março de 2011, Márcio apresentou um laudo com resultado negativo para indícios de maconha e cocaína no sangue. Ele também negou ter levado objetos da casa da ex-parlamentar. Verônica sempre negou ter torturado o ex-marido.
A condenação foi definida pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça após recurso do Ministério Público contra a sentença de primeira instância, que havia estabelecido pena de cinco anos e dez meses.


