Em caso de picada de escorpião, a orientação é lavar o local com água e sabão, manter pressão sobre a área e procurar o serviço de saúde mais próximo. Profissionais poderão avaliar o ferimento e decidir se será necessário aplicar soro antiescorpiônico ou antiaracnídeo.
Não se deve colocar gelo ou água fria na picada, fazer torniquete, cortar ou furar a área. Também não são recomendadas tentativas de retirar o veneno por sucção, passar remédios no local ou ingerir bebidas alcoólicas, álcool, gasolina, querosene ou fumo.
Medidas para evitar o contato
O Instituto Butantan orienta que a prevenção comece pelo controle das condições que favorecem a presença dos escorpiões. Ambientes internos, jardins e quintais devem ser mantidos limpos. Lixo, entulho, folhas secas e materiais de construção não devem ficar acumulados perto das casas.
Também é recomendado evitar plantas com folhagem densa junto a paredes e muros, além de limpar periodicamente terrenos baldios vizinhos em uma faixa de 1 a 2 metro das residências. Soleiras de portas e janelas precisam ser vedadas durante a noite, assim como frestas, buracos em paredes e assoalhos, vãos entre o forro e a parede e outras aberturas.
Ralos de chão, pia e tanques devem ser vedados ou protegidos com tela. O combate a baratas e outros insetos também faz parte da prevenção, já que esses animais servem de alimento aos escorpiões. A orientação inclui evitar lixeiras abertas e preservar predadores naturais, como aves de hábitos noturnos, lagartos, sapos, galinhas, gansos, macacos e quatis.
Antes de vestir roupas ou calçar sapatos, é preciso sacudi-los. A recomendação também é não colocar as mãos em buracos, pedras ou troncos, afastar camas e móveis das paredes e impedir que roupas e mosquiteiros encostem no chão. Roupas não devem ser penduradas em paredes ou portas. Para jardinagem e manipulação de materiais de construção, são indicados calçados e luvas de raspa de couro.
Onde os escorpiões podem estar
Os animais têm hábito noturno e podem entrar em imóveis em busca de alimento. Baratas, grilos, aranhas e outros vertebrados pequenos fazem parte de sua dieta. Terrenos baldios com mato, lixo ou entulho, áreas com materiais de construção, galerias de águas pluviais, esgotos, caixas de passagem e de gordura, pontos de energia, lixeiras e fossos de lixo estão entre os locais em que podem ser encontrados.
A elevação das temperaturas entre setembro e fevereiro favorece o aparecimento gradual. Entre as espécies conhecidas no Brasil estão o escorpião-amarelo, o escorpião-marrom, o escorpião-amarelo-do-Nordeste e o escorpião-preto-da-Amazônia. Todas as espécies conhecidas são venenosas, mas nem todas provocam acidentes graves.
Os escorpiões pertencem ao gênero Archnidae, o mesmo das aranhas. O veneno fica em glândulas localizadas no télson, estrutura na cauda usada para inoculá-lo durante o ataque. Algumas espécies brasileiras realizam partenogênese. No escorpião-amarelo, as fêmeas podem se reproduzir sem macho e costumam ter dois partos por ano, com ninhadas de 20 a 25 animais.



