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Biólogo explica formação de ‘bolo’ de sucuris no Pantanal

Registro feito em Rio Brilhante mostra serpentes entrelaçadas durante o período de acasalamento da espécie.

Biólogo explica formação de ‘bolo’ de sucuris no Pantanal

Um grupo de pescadores encontrou várias sucuris entrelaçadas em um rio de Rio Brilhante, no Mato Grosso do Sul. A formação, conhecida como “bolo de sucuris”, ocorre durante o período de acasalamento e é um fenômeno natural entre esses animais, segundo o biólogo Henrique Abrahão.

O registro foi feito pelo guia Antônio Marcos da Silva Oliveira, conhecido como Mazafishing, enquanto acompanhava os pescadores. Nas imagens, as serpentes aparecem enroladas umas às outras, o que chamou a atenção do grupo.

Como ocorre o acasalamento

De acordo com Henrique Abrahão, vários machos se aproximam da fêmea e ficam entrelaçados com ela. A escolha do parceiro é feita pela própria fêmea. O período de acasalamento pode durar meses.

As fêmeas têm praticamente o dobro do tamanho dos machos. Essa diferença é chamada de dimorfismo sexual, característica que permite distinguir visualmente os sexos. Durante o acasalamento, a fêmea também pode escolher um dos machos para servir de alimento, conforme a explicação do biólogo.

A espécie registrada é a sucuri-verde (Eunectes murinus), serpente não peçonhenta conhecida internacionalmente como anaconda. O Instituto Butantan considera a sucuri-verde a maior serpente do mundo em massa corporal.

Carnívora, a espécie se alimenta de peixes, répteis, anfíbios, aves e mamíferos. Para capturar suas presas, usa a constrição: envolve o animal com o corpo e exerce pressão.

As fêmeas costumam ser maiores que os machos. Exemplares da espécie podem chegar a cerca de 7 metros e ultrapassar 200 quilos, embora animais com esse porte sejam considerados excepcionais.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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