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Comandante de Boeing 737 relata preconceito e trajetória até o sucesso nas redes

Tati Mônico, criada no interior de Goiás, conta como persistiu na aviação após ouvir que não tinha força para pilotar.

Comandante de Boeing 737 relata preconceito e trajetória até o sucesso nas redes
Foto: Reprodução/Instagram de Tati Piloto

A comandante de Boeing 737 Tati Mônico contou que quase abandonou a carreira na aviação depois de ouvir de um colega que não tinha força para ser piloto. Criada no campo, em Mozarlândia, no interior de Goiás, ela manteve o objetivo iniciado ainda na infância e hoje reúne mais de 2 milhões de seguidores nas redes sociais.

Tati nasceu em Goiânia e disse que o sonho de pilotar parecia distante diante da realidade em que vivia. O primeiro passo para a formação veio com a ajuda da irmã mais velha, que encontrou um curso para piloto de avião em uma lista de faculdades. Durante o treinamento, a comandante afirmou que nunca esqueceu o voo solo, quando o estudante pilota pela primeira vez sem instrutor.

Preconceito na carreira

Ao lembrar o começo da trajetória profissional, Tati afirmou que a maior dificuldade não foi aprender a parte técnica. Segundo ela, a resistência à presença de mulheres no comando de aeronaves também afetou suas oportunidades de trabalho.

"O difícil nunca foi o céu, eu era uma mulher numa profissão de homem", relatou. Ela também contou que perdeu um trabalho porque a esposa do patrão não queria uma mulher pilotando e que, durante uma campanha política no Tocantins, ouviu de um comandante que deveria desistir.

A comandante disse que continuou mesmo após o episódio. Para ela, ocupar a cabine com quatro faixas no ombro representa a transformação de um sonho em realidade.

Depois de publicar vídeos na internet, Tati passou a receber mensagens de mulheres que haviam desistido da aviação e decidiram tentar novamente após conhecer sua história. Ela afirma que permanece ligada à vida no campo, onde ainda se senta no chão para comer e tira leite de vaca quando retorna à roça.

Tati também já pilotou aeronaves como Aero Boero, Sêneca e Corisco. A produção de conteúdo começou, segundo ela, por uma necessidade familiar: seus dois filhos foram diagnosticados com autismo, e um deles recebeu o diagnóstico durante a pandemia de COVID-19. A renda obtida com os vídeos ajudaria a custear as terapias dos dois.

Em seu perfil, a comandante publica conteúdos sobre segurança em voos durante tempestades, funcionamento de aeronaves, incidentes e acidentes aéreos, além de mostrar a rotina profissional.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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