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El Niño eleva chuva no Sul e provoca frio abaixo da média em Santa Catarina

Inmet registrou acumulados acima do esperado e prevê maior atenção para chuvas intensas em SC entre setembro e novembro.

El Niño eleva chuva no Sul e provoca frio abaixo da média em Santa Catarina

A influência do El Niño contribuiu para que agosto de 2026 terminasse com chuva acima da média na Região Sul, além de recordes no Rio Grande do Sul, informou o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Em algumas áreas, os acumulados ficaram mais de 100 milímetros acima da média histórica e superaram 150 milímetros.

O Inmet relacionou os volumes elevados à passagem de sistemas frontais que permaneceram semiestacionários durante alguns dias. Os maiores acumulados do mês foram registrados no Rio Grande do Sul: 337,4 milímetros em Jaguarão, recorde para agosto; 288,2 milímetros em Bagé, também recorde; e 258,8 milímetros em Santa Vitória do Palmar.

Em Santa Catarina, a chuva mais expressiva ocorreu no fim do mês. Dados da Defesa Civil e da Epagri/Ciram indicam que a estação do Norte da Ilha, em Florianópolis, registrou 141,8 milímetros entre 28 de agosto e a manhã de 1º de setembro. O volume caiu em quatro dias e superou a média esperada para todo o mês, estimada entre 90 e 110 milímetros.

As temperaturas também tiveram uma queda acentuada no Sul. Nos dias 23 e 24, as mínimas ficaram mais de 6°C abaixo da média em grande parte do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. As menores temperaturas do Brasil em agosto foram registradas em São José dos Ausentes (RS), com -3,7°C; General Carneiro (PR), com -2,8°C; Soledade (RS), com -1,8°C; e Caxias do Sul (RS), com -1,3°C.

A atualização de setembro do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF) mantém a previsão de um El Niño intenso entre 2026 e 2027. A anomalia da temperatura do oceano pode chegar a cerca de 3,4°C no auge do fenômeno, com os maiores valores previstos para outubro ou novembro, conforme análise da meteorologista Ana Maria Pereira Nunes, da Meteored.

Boletim divulgado pelo Inmet em 1º de setembro aponta probabilidade superior a 90% de intensidade muito forte entre setembro e novembro. O fenômeno deve continuar ativo pelo menos até o início de 2027.

Em Santa Catarina, o Inmet aponta seis regiões com maior propensão a episódios de chuva extrema entre setembro e novembro em anos de El Niño forte ou muito forte. Entre elas estão o Vale do Itajaí, a Grande Florianópolis e o Sul catarinense. A análise indica possibilidade de chuvas intensas e grandes acumulados em poucos dias, mas não assegura a ocorrência de eventos extremos ou desastres.

A primavera, que começa no dia 22 de setembro, é o período de maior atenção para o estado. A Defesa Civil de Santa Catarina e a Epagri/Ciram informam que o inverno de 2026 teve chuva acima da média em diferentes períodos e maior frequência de tempestades severas. Para setembro, o Inmet prevê chuva próxima da média na metade Leste catarinense. A Epagri indica que os maiores excessos devem ocorrer principalmente em outubro e novembro.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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