GOIÂNIA — Izadora Sofia Alves de Farias pediu a aplicação da pena máxima ao adolescente de 17 anos acusado de atropelar e matar os pais dela, Neifa Freitas de Farias Alves e Fábio Alves Barbosa. O desabafo ocorreu durante um protesto realizado enquanto o jovem era ouvido pela Justiça, em audiência em um fórum da capital.
O casal, ambos de 50 anos, estava em uma moto quando foi atingido por uma caminhonete em um cruzamento com a Avenida Independência. Fábio levava Neifa, que trabalhava como cuidadora de idosos, para o trabalho. De acordo com a Polícia Civil, o adolescente ultrapassou o sinal vermelho.
Izadora disse esperar que o adolescente sinta parte da dor vivida pela família. “A gente espera que ele cumpra a pena máxima e fique internado na pena máxima”, afirmou. Ela também declarou que nenhum pagamento trará os pais de volta.
O atropelamento ocorreu na manhã do dia 16 de agosto. As vítimas foram encaminhadas em estado grave ao Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol). Neifa morreu no dia 20, e Fábio morreu cinco dias depois.
Investigação e audiência
A Polícia Civil informou que o adolescente permaneceu no local após o acidente. O teste do bafômetro apontou 0,52 miligramas de álcool por litro de ar expelido. Ele foi autuado por ato infracional análogo ao crime de lesão corporal na direção de veículo e liberado naquele momento. Depois, foi apreendido e permanece em internação provisória.
Na audiência, foram ouvidos um motoboy que presenciou o atropelamento e o outro ocupante da caminhonete. Ainda não foi definida uma medida socioeducativa, porque uma testemunha ainda será ouvida.
A defesa da família do adolescente afirmou que os pais dele estão inconsoláveis com o acidente. O advogado Wesley Assunção disse que eles trabalham em uma feira e haviam pegado a caminhonete emprestada para transportar malas. Segundo ele, o adolescente estava em uma festa e teria pegado a chave do veículo enquanto os pais dormiam.
O advogado também afirmou que o jovem faz tratamento para ansiedade e TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) e que teria cometido o acidente durante um surto.



