FLORIANÓPOLIS — O ônibus elétrico Azure A12 BR, fabricado pela TEVX Higer, deixou de circular em Florianópolis após permanecer cerca de um mês em operação experimental. O veículo entrou em circulação em outubro de 2024 e, desde então, não voltou às linhas da capital catarinense.
A Prefeitura de Florianópolis informou que a operação fazia parte de uma avaliação temporária e não havia previsão de incorporar o modelo à frota. Por esse motivo, a iniciativa foi encerrada. O município não informou quais foram os resultados dos testes nem o destino do veículo após a saída da cidade.
Com 12 metros de comprimento e capacidade para até 76 passageiros, o ônibus passou por cinco linhas: 184 – UDESC via Beira-Mar; 188 – TICEN – UFSC; 138 – Volta ao Morro Sul via Lauro Linhares; 320 – TILAG – TICEN via Beira-Mar; e 630 – Corredor Continente. Motoristas do Consórcio Fênix receberam treinamento específico para conduzir o veículo.
Durante os testes, o prefeito Topázio Neto (PSD) afirmou que a ampliação dos ônibus elétricos poderia reduzir os custos do sistema. “A longo prazo, com a ampliação da frota, irão diminuir o custo do sistema”, declarou em outubro de 2024.
Projeto para ampliar a frota
A Prefeitura de Florianópolis também havia informado que o município recebera recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, para comprar ônibus elétricos. O então secretário de Transportes e Infraestrutura, Rafael Hahne, classificou a tecnologia como importante para o meio ambiente e a modernização da frota.
A aquisição estava incluída no Projeto de Lei N.º 19331/2024, apresentado pelo Executivo municipal em junho de 2024. A proposta autorizava a contratação de até R$ 143,38 milhões em crédito com a Caixa Econômica Federal para renovar a frota e realizar obras de urbanização, infraestrutura e habitação no Complexo Vila Aparecida.
Do valor previsto, R$ 99,963 milhões seriam destinados à renovação da frota, com a compra de 46 ônibus — 23 a diesel e 23 elétricos — e a instalação de 12 terminais de recarga. As operações estavam vinculadas ao Novo PAC e às Portarias MCID nº 445/2024 e nº 449/2024.
A Câmara de Vereadores informou que o projeto foi arquivado em fevereiro, a pedido do vereador Diácono Ricardo (PSD), por meio do Requerimento nº 00102/2026. O documento não esclarece o motivo do arquivamento. Rafael Hahne havia declarado: “O processo está em aprovação na Câmara de Vereadores, mas sabemos que é uma tecnologia importante para o meio ambiente e modernização da frota”.



