VIDEIRA E CAÇADOR — Uma indústria de bebidas é investigada em Santa Catarina por suspeita de vender mercadorias sem emitir notas fiscais e de possível sonegação de ICMS. A Operação Janus cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nas duas cidades do Meio-Oeste do Estado na manhã desta quarta-feira (30).
A ação foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), com apoio da 8ª Promotoria de Justiça da Comarca de Lages, responsável pela investigação.
As suspeitas foram identificadas durante uma fiscalização tributária na empresa. Conforme o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), havia indícios de dois ambientes distintos para o armazenamento de informações comerciais. Um reuniria os dados apresentados ao Fisco, enquanto o outro seria usado para registrar internamente operações que supostamente não eram declaradas.
A investigação pretende esclarecer se esse sistema permitia lançar vendas e outras movimentações comerciais sem o registro correspondente nos documentos fiscais. A hipótese é de que a prática pudesse reduzir o valor de ICMS devido.
Também está sob apuração a possível participação de empresas de tecnologia da informação no desenvolvimento, na manutenção ou na hospedagem da estrutura usada para armazenar e gerenciar os dados.
O nome Janus faz referência ao deus romano de duas faces. Segundo o GAECO, a escolha remete à suspeita de duas realidades contábeis: uma apresentada à fiscalização tributária e outra mantida para o controle interno das operações comerciais.



