JATEÍ — O pescador e influenciador Rafael Gandine encontrou uma sucuri camuflada entre galhos e enrolada sobre um toco durante uma pescaria no rio Pirajuí, em Jateí (MS). A posição do animal dificultava sua identificação, enquanto ele permanecia ao sol em um dia frio.
Em um vídeo, Gandine chamou a atenção de quem costuma subir nos tocos durante a pescaria e recomendou observar o local antes de apoiar os pés. Ele estimou que a serpente tinha cerca de três a quatro metros e afirmou que ela permaneceu no mesmo ponto durante todo o período em que ficou no rio.
Morador do assentamento Gleba Nova Esperança, o pescador relatou que já encontrou sucuris mais de 100 vezes na região. O animal registrado nas imagens estava praticamente misturado aos galhos.
Mordidas são descritas como defesa
O biólogo e especialista em serpentes Henrique Abrahão Charles explicou que mordidas de sucuri são raras e acontecem quando o animal é pisado, manipulado ou quando alguém se aproxima demais. “A gente não tem registros de ataque”, afirmou. Segundo ele, o caso de Gandine ocorreu como reação defensiva, pois o pescador não havia percebido a cobra antes de pisar nela.
Durante a mordida, um dente da serpente se quebrou e ficou preso na perna de Gandine, provocando uma ferida profunda. O pescador retirou o dente e buscou atendimento médico.
O médico Felipe Targino informou que não foi necessário aplicar soro antiofídico, porque a sucuri não é peçonhenta. O atendimento incluiu limpeza da lesão e curativo. “A principal preocupação era com a lesão física”, disse.
O médico também prescreveu antibióticos para reduzir o risco de infecção por bactérias presentes na boca do animal. Embora esse risco seja menor em cobras não peçonhentas, Targino orientou que feridas provocadas por animais silvestres recebam atenção médica.



