RIO BRILHANTE — Turistas de Goiás encontraram várias sucuris enroladas umas às outras durante uma pescaria em um rio de Rio Brilhante (MS). A formação chamou a atenção do grupo e foi registrada pelo guia Antônio Marcos da Silva Oliveira, conhecido como Mazafishing.
Acostumado a encontrar as serpentes durante pescarias, o guia afirmou que nunca havia visto animais reunidos daquela maneira. “Foi uma cena bem diferente, bem enigmática”, contou Antônio.
Depois do registro, ele conversou com biólogos para entender o comportamento. As explicações indicam que o chamado “bolo de sucuris” pode se formar durante o período de acasalamento.
Nesse caso, uma fêmea, geralmente maior e mais robusta, fica enrolada com vários machos. Eles disputam a oportunidade de acasalar. Antônio explicou que a maior serpente costuma ser a fêmea, enquanto as demais são os machos.
De acordo com o biólogo Daniel De Granville, as sucuris apresentam um comportamento reprodutivo chamado poliandria. O termo é usado quando uma fêmea acasala com mais de um macho.
Outro comportamento possível nesse período é a fêmea se alimentar de um dos machos. Segundo o biólogo, isso pode estar ligado à necessidade de energia durante a reprodução. A fêmea pode passar de seis a sete meses sem se alimentar durante a gestação.



