PRESIDENTE PRUDENTE — O veterinário Luís Felipe Zulim cuidou durante 98 dias de um filhote de beija-flor encontrado machucado, com respiração fraca e quase sem se movimentar. O animal estava em um ninho preso a um galho cortado de uma árvore e foi localizado no dia 12 de maio.
Embora trabalhe com dermatologia de cães e gatos, Zulim buscou informações e conversou com especialistas em animais silvestres para aprender como atender o filhote. No início, ofereceu água com açúcar por meio de uma seringa e acomodou a ave em um vaso de flores forrado.
Depois, o veterinário passou a usar uma papinha específica para a espécie e montou uma fonte de calor para ajudar a manter a temperatura corporal do animal. Como o beija-flor tem metabolismo acelerado, a alimentação precisava ser feita em intervalos de aproximadamente 20 a 30 minutos. A rotina exigia acompanhamento frequente.
O filhote recebeu o apelido de Zulinho. O objetivo de Zulim era recuperar o animal para devolvê-lo à natureza. Em uma publicação feita em junho, o veterinário disse que o encontro havia mudado sua vida.
Apesar dos cuidados, o filhote morreu em 18 de agosto. Na despedida, Zulim afirmou: “Confesso que tinha esperanças de vê-lo desenvolver mesmo que tão devagar, de vê-lo voar feliz, mas nem tudo é como gostaríamos”.
Pelas redes sociais, pessoas que acompanhavam o tratamento lamentaram a perda e elogiaram a dedicação do veterinário. Ao recordar o período de cuidados, Zulim escreveu que o beija-flor chegou em uma manhã de terça-feira, permaneceu com ele durante 98 dias e partiu no amanhecer de outra terça-feira.
O veterinário também agradeceu o apoio recebido e disse que o animal enfrentou o frio do inverno e lutou pela vida. “Tentamos, e conseguimos durante 98 dias e ele voou mas nunca será esquecido”, escreveu.



