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Dados atribuídos ao FBI expõem funções sensíveis de funcionários

Planilha associada ao grupo ShinyHunters reúne informações pessoais e detalhes de atividades ligadas à inteligência e à contraespionagem.

Dados atribuídos ao FBI expõem funções sensíveis de funcionários

Uma planilha atribuída ao grupo de hackers ShinyHunters reúne informações pessoais e detalhes sobre as funções de funcionários atuais e antigos do FBI. O material menciona atividades relacionadas à China, à Rússia, ao Irã, ao Hezbollah, a cartéis de drogas, ao combate ao terrorismo e à contraespionagem.

O arquivo tem 5.000 linhas e, de acordo com os hackers, seria apenas uma parte de um acervo de dois a três terabytes. Entre os dados estão nomes, endereços, números de telefone, datas de nascimento, números de previdência social e contatos de emergência. Também aparecem designações para escritórios regionais e unidades ligadas a áreas de inteligência, segurança e contraespionagem.

O FBI informou que tomou conhecimento da alegação de invasão do portal FBIJobs.gov e do possível impacto sobre informações pessoais de seus funcionários. A instituição afirmou que ainda não determinou a causa da violação e que conduz uma investigação ativa.

O ShinyHunters disse na terça-feira (22) que havia obtido dados de um grande número de funcionários atuais e ex-funcionários do FBI. O grupo afirmou que mantém as informações como forma de pressão para que o órgão retire uma declaração desfavorável publicada em maio. Na quarta-feira (23), declarou que tentava evitar a circulação ampla dos dados pessoais.

Funções de inteligência

Embora não tenha sido possível autenticar toda a planilha, mais de 22 pessoas tiveram informações verificadas individualmente por meio de comparação com registros de crédito e vazamentos anteriores divulgados pela District 4 Labs. Também foram comparados dados profissionais de oito pessoas com autos judiciais, notícias, perfis públicos no LinkedIn e publicações no Instagram.

O arquivo lista 14 funcionários em atividades relacionadas à China. Entre as designações aparecem a Unidade de Organizações Criminosas da China, a Unidade de Análise de Transferência de Tecnologia da China e a Seção de Inteligência da China.

Outros nove funcionários são associados a funções ligadas à Rússia, incluindo a Seção de Operações da Rússia e atividades relacionadas a ameaças à infraestrutura crítica e à tecnologia russas. Três pessoas aparecem em funções de inteligência voltadas ao Irã ou ao Hezbollah.

Há ainda 18 nomes vinculados a interceptação de dados, interceptação de telecomunicações, operações técnicas clandestinas, acesso secreto e vigilância por vídeo, áudio ou meios eletrônicos. Outros 11 funcionários são relacionados à HUMINT, ou inteligência humana, incluindo a Seção de Gestão de Programas de Humint.

O ex-agente de contraespionagem Eric O’Neill classificou os dados como “uma mina de ouro para serviços de inteligência estrangeiros”. Trevor Hilligoss, ex-investigador do Exército que trabalhou com o FBI, afirmou que a associação entre pessoas identificadas e atividades de inteligência humana é especialmente preocupante. Ele também apontou riscos relacionados à exposição de contatos de emergência, que podem incluir cônjuges ou filhos.

Não foi possível confirmar se todas as atribuições registradas são autênticas ou estão atualizadas.

Texto produzido pela Redação Caderno do Saber com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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