A OpenAI começou a preparar a implementação gradual do GPT-6 Astra, novo modelo que será liberado inicialmente para profissionais de cibersegurança aprovados no programa Daybreak. O acesso está previsto a partir de quinta-feira (11), com planos de disponibilizar o sistema aos assinantes pagos do ChatGPT e da API nos dias seguintes.
A empresa informou que o Astra passou por testes relacionados a vulnerabilidades de segurança cibernética. A liberação em etapas busca restringir o uso inicial a um grupo de confiança, em meio à preocupação de que modelos avançados possam ser usados para invadir sistemas ou sobrecarregar defesas de rede.
O modelo também será observado quanto à capacidade de avaliação dos profissionais do programa Daybreak. A dúvida é se alguns dias de acesso serão suficientes para uma análise adequada.
Jakub Pachocki, cientista-chefe da OpenAI, defendeu a participação humana no desenvolvimento da tecnologia. “À medida que a IA assume um desenvolvimento cada vez mais autônomo, precisamos manter as pessoas envolvidas de forma significativa”, afirmou.
A implementação ocorre em meio a questionamentos sobre uma estrutura voluntária de inteligência artificial que estaria sendo elaborada pela Casa Branca durante o governo de Donald Trump. O mecanismo seria usado para avaliar a segurança de modelos avançados antes de seu lançamento, mas seus detalhes não foram divulgados.
A falta de informações alimenta dúvidas sobre os critérios adotados, as empresas envolvidas e a autoridade legal para realizar as avaliações. A OpenAI aparece entre as entidades consideradas parceiras de confiança pelo governo, mas não informou publicamente quais critérios conhece ou como participa do processo.
Modelos anteriores no treinamento
O Astra também teria sido o primeiro modelo da OpenAI a envolver sistemas anteriores de forma significativa no treinamento. Modelos mais antigos poderiam ter ajudado a gerar e organizar dados, avaliar resultados, supervisionar etapas, identificar falhas, colaborar na codificação e depuração da infraestrutura e monitorar execuções de treinamento.
Em uma resposta atribuída ao GPT-5.6 Sol, o sistema afirmou que modelos de sua geração poderiam ter sido usados no desenvolvimento do Astra, sem que isso significasse a participação daquela instância específica. A resposta descreveu o possível uso de modelos da classe GPT-5.6 em tarefas internas de treinamento e avaliação.
O lançamento gradual do GPT-6 Astra ocorre enquanto especialistas e executivos do setor discutem limites, segurança e regulamentação para sistemas de inteligência artificial. Também há preocupação com a possibilidade de os métodos atuais de alinhamento e controle falharem antes do desenvolvimento de uma inteligência artificial amplamente sobre-humana.



